Compartilhe suas intenções

Elas terão mais chances de se tornarem realidade.

Não acredito em mau-agouro, olho gordo, nem temo a cópia.

Quanto mais compartilhamos nossas ideias, desejos e intenções, mais as coisas acontecem.

Não é um papo tipo “O Segredo”.

Quando a gente conta nossas ideias pras pessoas, elas se tornam mais claras.

A cada vez que explicamos nossos projetos, mais consistentes eles ficam.

As pessoas nos ajudam a escolher as melhores palavras para contarmos nossas histórias. Suas perguntas, expressões e sentimentos nos conduzem para um processo de melhoria continua.

As chances de ser beneficiado, ao compartilhar sua ideia, são muito maiores do que as chances de ser prejudicado.

O mundo é muito mais generoso do que invejoso. Quanto mais compartilhamos nossas intenções, mais as pessoas nos retro-alimentam com referências preciosas, conexões importantes e, principalmente, mais pessoas quem podem nos ajudar.

Assim, ficamos mais perto de nos tornarmos fazedores, além de compartilhadores.

Conte sobre sua busca, vá a eventos, marque cafés e Skypes, compartilhe no facebook.

É esse movimento que abre portas, aumenta o campo de possibilidades e gera energia para o próximo passo.

Três caminhos para o trabalho criativo

Trabalho criativo tem três caminhos. Inspiração, punição ou tranco.

A gente pode acreditar em inspiração, em talento, em hora certa e esperar. Pode ser que aconteça, mas é raro como cometa. Quando vem, não tem outro jeito, tem que aproveitar, pegar e fazer. Porque não se sabe quando a inspiração virá de novo. 

Punição é o que acontece quando não tem mais jeito. Você tem que fazer, ou vai se ferrar. É o tipo de trabalho que mais causa ansiedade, que gera os piores resultados, mas que, ainda, funciona. É a motivação pelo medo. Vai vir demissão, não vai ter dinheiro pra pagar o aluguel, vai ser vexatório, vai dar merda. Então, você vai lá e faz.

O terceiro caminho é o tranco. É o que acontece quando a gente cria o contexto, faz a cama para a inspiração se deitar. É aquele momento em que a gente se enche de referências, conteúdos, puxa pela memória, relê anotações, tenta criar novas conexões. Esse é o trabalho de quem aprendeu como funciona seu próprio processo.

Tranco é o jeito pelo qual os profissionais trabalham. Profissionais não podem confiar no milagre da inspiração, porque precisam criar todos os dias. Profissionais não viveriam bem com medo de punição, apesar de muitos sobreviverem assim. Quem depende de sua criação precisa de um caminho, um método, ainda que turvo, bagunçado e imprevisível.

O pior jeito de realizar um trabalho é tentando se livrar dele. O melhor jeito é entendendo o processo, curtindo o desenrolar, mais do que o resultado. Por isso, o tranco é o caminho de quem presta atenção no seu próprio funcionamento.

É essencial entender como a gente trabalha melhor. Pode ser quando a gente mergulha na coisa, se suja de letras, de tinta, de ideias novas. Pode ser de manhã, com o frescor da energia matinal. Pode ser na calada da noite, com a cabeça fervilhando os aprendizados do dia. Pode ser sozinho, pode ser em grupo. Pode ser de mil jeitos, o importante é aprender com o próprio processo.

Nossa mente criativa não é como um robozinho que liga e executa o quê e quando a gente quer. Podemos aprender a aquecer os motores, dar as voltas que precisamos dar e ir direto ao ponto quando percebemos que a criação está vindo. Tranco é improvisado, às vezes duro, mas funciona.

É só um teste

A vida fica mais leve quando a gente encara tudo como experiência.

Um novo projeto, uma nova profissão, uma decisão diferente. Nada disso precisa ser como tatuagem, nada tem que começar definitivo, fixo. Calma, é só um teste. Tudo pode começar de forma experimental e melhorar depois.

Pra entrar nesse modo, temos que aceitar que nossas tentativas podem funcionar, podem dar errado. E isso não é ruim. Ambas as possibilidades nos levam para um bom caminho: vamos aprender, melhorar e experimentar de novo.

Olhar o mundo pela ótica da experimentação é muito mais tranquilo e produtivo do que se pressionar pelo resultado, pelo acerto, pelo perfeito.

Quanto mais exigimos um começo perfeito, menos nos dispomos a experimentar. Quanto menos experimentamos, menos aprendemos. Quanto menos aprendemos, mais difícil fica chegar ao nível de maestria que a perfeição exige. Ou seja, demandar perfeição não nos leva a um estado de perfeição.

Grandes mudanças doem, são difíceis de aceitar, há um custo para nos adaptarmos, exigem energia extra. Por isso, é difícil começar. É difícil aprender. É difícil tomar iniciativa e mudar as coisas.

Mas pequenas mudanças são possíveis, reais, mais fáceis de tragar e ótimas para nos sentirmos mais prontos pra darmos um passo um pouco maior.

Por isso, pra todas as novas ideias e projetos me pergunto: como isso poderia ser testado?

Será que as pessoas vão gostar? Será que eu sou bom nisso? Será que dá dinheiro? Adoraria ser... (preencha aqui com o que você quiser). Adoraria montar um… (preencha aqui com um negócio qualquer).

Sempre é possível testar. Da forma mais rápida, simples, barata e enxuta possível. Sempre é possível fatiar um grande sonho em pequenos pedacinhos realizáveis.

Isso não significa que o sonho grande estará morto. Pelo contrário. Ele começa a ganhar vida quando os primeiros testes acontecem.

Antes de fazer do Caminho de Santiago, que tal uma trilha perto de casa?

Antes de criar uma nova escola, por que não testar seus princípios com uma aula, por um dia?

O sonho daquele restaurante está de pé. Mas, antes, que tal fazer um jantar especial na sua casa?

Sua nova profissão poderia começar com um curso curto? Poderia começar sendo testada com amigos e parentes?

Viajar o mundo é desejo de muita gente. Mas quantos se dispõem a ter um olhar de viajante na própria cidade?

Alguns jeitos que tenho experimentado essa coisa de experimentar:

Grupos no facebook. São rápidos e fáceis de criar. Ótimos para conectar pessoas com interesses comuns, trocar ideias e coisas. São uma solução maravilhosa e definitiva? Não. Mas são ótimos testes.

Eventos. Eles começam, acontecem e acabam. O que é ótimo para prototipar, testar a aceitação de uma ideia, perceber como você se sente fazendo. Quase tudo pode ser experimentado com um pequeno evento.

Contar pras pessoas. É um jeito de começar. A gente amplia as ideias, escuta contra-pontos, sai da inércia mental das nossas cabeças. Compartilhar as ideias nos leva para outros passos, ainda melhores.

Tentar implementar uma nova rotina. Quero escrever um livro. Mas, por hora, não deu. Enquanto isso, texto com blog. Mil aprendizados, conexões e algum material pra começar.

Somos incapazes de realizar grandes feitos se não formos capazes de realizar pequenos feitos.

Por isso, vamos relaxar. Tudo é só um teste.

O que você acha?

"Viva para satisfazer os outros e todos vão te amar. Exceto você mesmo." - Traduzi do Paulo Coelho. O que você acha dele?

Semana passada fiz um experimento. Não pensei muito antes de fazer, mas fui lá e fiz. Perguntei no meu Facebook “Amigos, vocês acham que eu faço o quê (profissionalmente)?”

Se tivesse pensado um pouco mais, não teria feito. Se não tivesse feito, não teria vivido sentimentos tão estranhos. Nem teria aprendido nada novo. Então, foi bom fazer.

Mas, ainda assim, pensando novamente, nasce uma pontinha de arrependimento. Ainda mais que outras pessoas replicaram a mesma pergunta em suas timelines. Como você pode ler, sentimentos confusos dançam do lado de cá.

De início, estava curioso pra saber a percepção dos meus amigos de Facebook sobre as diferentes atividades que tenho feito profissionalmente, nos últimos anos.

Achei que iam responder objetivamente: design, sites, cursos, livros, consultorias, coisas mais explícitas desse tipo. Talvez, algumas novas palavras poderiam me ajudar a explicar pra outros o que tenho feito.

Vieram as mais diferentes respostas, engraçadinhas, carinhosas, agradecidas, piadistas, misteriosas, indiferentes. Sou grato a todas. Li as opiniões sobre o que faço, que se confundem sobre mim, li opiniões sobre a dita e tola pergunta.

Nessa garoa de likes, holofote e confetes, me peguei - mais uma vez, nesta vida - me sentindo mal por ser vangloriado, definido, limitado e julgado pelo outro. Sim, eu pedi. Dei a cara a tapa e tomei.

Perguntar o que o outro acha deve esconder minha necessidade de validação. E, por mais que eu a observe e tente evitar, ela ainda está comigo. Em alguns momentos mais, em outros menos.

Darwin certamente explica nossa necessidade incansável de sermos bem vistos, aceitos, acolhidos. Poucas coisas nos satisfazem tanto quanto ser validado pelo outro.

Mal me dou conta. Mas sigo com o péssimo hábito de tentar agradar, parecer o que não sou e me enquadrar em um modelo de cara que imagino que exista. Uma projeção da pessoa que eu quero ser.

Enquanto penso nela, a projeção, deixo de estar em mim. Deixo de me escutar, ouvir meu corpo, minha intuição, deixo de ser o que estou, agora.

Há poucas semanas atrás, fiz uma breve participação no Gab Gomes Show for Sure sobre “O que as pessoas vão pensar?”.

A ideia que compartilhei é que ninguém está pensando tanto em você quanto você mesmo. Então, relaxa e faz o que você acredita que deve ser feito, sem se importar com os julgamentos. Cuide bem da sua vida, ela já é uma questão boa o suficiente. O que os outros pensam não pode nos paralisar. Porque é fazendo, vivendo, experimentando, que a gente aprende, melhora e, quem sabe, se torna uma pessoa mais consciente.

Ainda acredito que essa busca por validação pode nos cegar, nos bloquear e nos machucar. Porque nos coloca numa posição muito frágil, em que nosso bem estar, nossa paz e felicidade estão nas mãos da regurgitada ou analisada opinião alheia.

Considerando que são sete bilhões de pessoas, percepções diferentes, mudanças contínuas e eternas em mim, em você, e em todo mundo, a constatação é óbvia: é impossível agradar a todos e é inútil viver pela validação externa.

Feio, bonito, correto, errado, rude, carinhoso, ingênuo, perspicaz, burro, sagaz, confiável, medroso, corajoso, incoerente. Talvez seja tudo isso e, ao mesmo tempo, nada disso. Não há nada fixo, nem permanente. Estamos todos em um eterno processo de mutação e evolução. Vai passar.

Não alimentar o próprio julgamento é uma prática que liberta. Da mesma forma, não se apegar ao julgamento alheio pode ser um caminho de aceitação e autocompaixão.

O que você acha? O que eu acho? Todos os achismos não vão evitar que a vida seja vivida.

E agora, com vocês, dois videos que achei. E achei maravilhosos.

Vim aqui pra me lembrar de quem eu sou

Quando morei em Porto Alegre, era frequentador assíduo de um espaço colaborativo, a Casa Liberdade.

Em uma das paredes, tinha um cartaz: “Vim aqui pra me lembrar de quem eu sou”.

A Casa Liberdade era um espaço que me ajudava a ser um pouco melhor.

Que lugares nos fazem nos lembrar de quem somos? Que situações, pessoas e atividades nos colocam em um estado mais integral?

Esses lugares estão mais perto do seu trabalho ou do seu fim de semana?

Para nos lembrar de quem somos, não precisamos de:

Exibições arbitrárias de poder.

Metas que não são verdadeiramente nossas.

Decisões unilaterais.

Aprovações alheias.

Um cargo, um nome ou uma limitação que nos define.

Atividades que não tem sentido em si.

Para nos lembrar de quem somos, precisamos:

Nos sentir escutados e aceitos.

Perceber que nossa contribuição faz diferença.

Nos permitir ter um sonho grande.

Nos orgulhar de vez em quando.

De aprendizado relevante.

De segurança para viver e evoluir.
 

Quando você morrer, sua caixa de entrada ainda estará cheia.

James Victore me presenteou com essa. "Quando você morrer, sua caixa de entrada ainda estará cheia.”

Está cheia agora. Estava ontem e estará amanhã. Mesmo quando eu zerar, vão vir novos emails, mais louça pra lavar e trabalhos pra entregar.

Esta é nossa condição. Precisamos conviver com as tarefas a serem feitas, elas não vão se acabar. Aliás, precisamos viver bem, com tempo, qualidade, boa companhia, consciência e paz. Ainda que com uma “to-do list” gigantesca.

História um. James foi convidado por sua esposa pra sair. Ainda que estivesse ocupado e cheio de coisas pra fazer. Ela sabia que ele estaria sempre ocupado. Sempre. Sua cabeça explodiu. Primeiro, veio o ego: “meu deus, tenho muita coisa pra fazer, o estúdio, o workshop, o livro, etc”. Mas, quando ele morrer, a caixa de entrada ainda estará cheia. Ainda terá coisas pra fazer, o estúdio ainda precisará ser limpo. Não podemos deixar nossos trabalhos arruinarem nossas vidas. 

História dois. Quando eu trabalhava numa agência de publicidade, estava num job “urgente" que era pra segunda, trabalhando num domingo. Meus colegas de trabalho receberam visitas dos filhos e esposas. Assim como os presidiários em dia de visita. Eles não passaram o domingo em família. Mas suas famílias tiveram que ir visitá-los.

História três. Uma grande executiva não toma água porque não pode interromper seu trabalho tão importante pra ir ao banheiro. Estive pensando, qualquer ser vivo com sede prefere tomar água do que fazer outra coisa. Muito esperta essa executiva, não?

Gente, precisamos sair. Precisamos nos conectar. Precisamos nos cuidar. Precisamos dedicar tempo e investir energia nas pessoas e nas coisas que a gente realmente quer fazer.

Porque não vai ter depois. Não vai ter tempo livre depois da caixa de entrada vazia pra fazer o que realmente importa.

Não vai ter lápide “Fulano de tal. Respondeu 230 mil emails”. As memórias que vão ficar são do quão gentil fomos, do legado que deixamos, da arte que entregamos.

Temos forte tendência a nos apegar às armadilhas da mente. Às projeções de um futuro, a ideia de que é preciso sofrer para construir as coisas, às comparações com os outros.

Se nossos trabalhos não nos ajudam a viver os dias que queremos viver agora, tem algo pra ser olhado com muito cuidado.

Se o custo de fazer o que fazemos significa prejudicar nossa saúde, dormirmos pior, comermos pior, nos relacionarmos com as pessoas de um jeito menos atencioso, com menos presença, este custo realmente vale a pena?

Talvez o maior significado que nossos trabalhos podem ter é nos ajudar a vivermos bem, sem prejudicar a vida dos outros seres. Agora. Não depois de zerarmos os emails.

Quando você morrer, sua caixa de entrada ainda estará cheia.

Em qual projeto me envolvo?

Em qual projeto me envolvo? Este ou aquele? Qual é a melhor ideia? Qual é mais promissora? O que priorizar?

Não sei. Só sei que um dia chegou esta frase a mim: “Você pode fazer qualquer coisa. Mas não pode fazer tudo.”

Não tem jeito, tem horas em que a gente tem que escolher. Pegar um caminho e ir. Os outros ficam na gaveta, pra quando der. Ou ganham nosso tempo livre.

Você devia fazer engenharia, devia arranjar um bom emprego, devia fazer um concurso público. Isso, se quisesse seguir um caminho com respostas certas e previsíveis. Porém, se você está me lendo, provavelmente está em busca de caminhos alternativos.

Quando estamos falando de caminhos não dados, existem muitos. Infinitos. Várias ideias, oportunidades, possibilidades. Umas que dão dinheiro, outras que dão satisfação, algumas que dão aprendizados, outras que dão um pouco de cada. Esta é a vida não-linear, exponencial, em rede.

Vamos celebrar. Se nos mantivermos conectados, oportunidades não vão faltar. O sentimento de perda que surge quando escolhemos uma ideia, em detrimento de outra, só faz sentido quando temos escassez de possibilidades. Em um mundo abundante, relaxa, as outras portas estarão lá, mesmo que você escolha uma, desta vez.

Quando fazemos nosso próprio caminho, as respostas não são tão óbvias. O grande desafio da vida em busca de autonomia é escolher o próximo passo por si. Não há caminho pronto. Mas, talvez, existam alguns questionamentos pra se fazer.

Entre as coisas que você quer fazer, qual delas mais entrega valor pro mundo? Qual delas mais te faz receber valor do mundo?

Qual das possibilidades faz você viver os dias que você quer viver?

Você realmente quer fazer seu projeto, ou apenas quer que ele exista no mundo?

Esta é uma briga que você quer se envolver?

Esta jornada vai fazer você se conectar com pessoas que você gostaria de ter por perto?

E, a melhor, este caminho tem um coração?

"Antes de embarcar em qualquer jornada, faça a pergunta: Este caminho tem um coração? Se a resposta é não, você saberá, e então você deve escolher outro caminho. O problema é que ninguém faz a pergunta; e quando uma pessoa finalmente se dá conta de que tomou um caminho sem um coração, o caminho está a ponto de aniquilá-lo. Nesse momento, muito poucas pessoas conseguem parar para deliberar, e abandonar aquele caminho. Um caminho sem um coração nunca é agradável. Você precisa dar duro só para aceitá-lo. Por outro lado, um caminho com um coração é fácil; ele não exige que você se esforce para gostar dele." - Carlos Castaneda.

Fatiou, passou

Entediado. Sem saber por onde começar. Cheio de coisas pra fazer. Pra todas as situações, fatiou, passou.

Aquela conexão que você sempre quis fazer. O projeto que está só no mundo das ideias. O negócio que você deseja empreender, mas não sabe por onde começar. Fatiou, passou.

Hoje é um dia que escrevo. Enquanto fico pensando na pauta, vem mil pensamentos, dúvidas e angústias. Vou adiando e a tensão vai aumentando. Mas só depois que abro meu editor de textos que a coisa muda. A ação começa e o texto vai nascendo a partir do fazer. Publicar é o objetivo. Mas, antes, é preciso ligar o computador, abrir o bloco de notas e soltar as primeiras palavras. Fatiei, passou.

Gab Gomes fala de um gatilho. Uma ação que desperta toda a cadeia de outras ações que constituem uma grande tarefa. Você quer correr, mas a preguiça fala mais alto. Se você ligar a TV, vai zapear a programação. Mas, se você pôr o tênis, vai correr. Dificilmente esse dia vai ficar sem corrida. O simples gesto de pôr o tênis nos leva adiante. Fatiou, passou.

Abre o email, escreve, envia. Cada ação é importante sim. Não é só mandar um email. As micro-ações quando realizadas dão ânimo e energia pra próxima. Depois do email estar aberto, não tem jeito, a próxima coisa é escrever. Você pode, sempre, desistir. Mas depois de estar no meio do caminho, é muito mais improvável isso acontecer. Qual é o caminho? Tente quebrar em pequenos pedacinhos. Fatiou, passou.

Antes de começar, a gente cria antecipação de problemas, traz os medos do que pode vir a acontecer. Em geral, analisamos, alisamos as ideias e paralisamos. Por outro lado, enquanto estamos realizando uma tarefa, a ação mais importante é a ação do momento. Cada tarefinha executada constitui uma grande entrega. Fatiou, passou.

Quão mais fatiado for um projeto, mais claras são as tarefas a serem realizadas. E quanto mais claras, fáceis e óbvias, mais difícil é a gente não fazer. Pega uma tarefa complexa e divide em ações que não demorariam mais do que cinco minutos para serem realizadas. Escreve no papel mesmo. Fatia e passa.

Escrever um livro é difícil. Mas sentar na cadeira é fácil. Ligar o computador também. Escrever sobre uma ideia. E depois outra. Primeiro do jeito mais simples. Depois, melhorar um pouco. Tudo isso é possível e real quando estamos descrevendo em detalhes tarefas realizáveis em cinco minutos. Mas quando pensamos na homérica tarefa “escrever um livro” fica realmente mais complicado. Por isso, fatie. Fatie e passe pra próxima.

O que você precisa fazer para fazer o que você quer fazer?

O que você pode fazer que cria mais valor?

O que você pode fazer que entrega mais valor?

O que você pode fazer que te faria receber mais valor?

Para cada uma dessas respostas, como você pode fatiar as ações em pedacinhos muito simples?

Comece criando e entregando valor

Se queremos construir algo que importa, empreender um negócio, tirar um projeto do papel, fazer arte, precisamos criar valor.

Antes de tudo, criar e entregar valor.

Talvez você nem precise pesquisar, talvez não tenha que planejar.

Mas, pra coisa realmente acontecer, tem que entregar valor.

É a entrega de valor que transforma o que é desejo, devaneio, ou ideia, em realidade, conexão e evolução.

Valor é aquilo que emerge quando alguém tem um problema e você resolve.

Valor é aquilo que outra pessoa - e não (somente) você - reconhece como valioso.

Valor é o produto da nossa entrega, da nossa energia, do nosso trabalho, quando ele alcança outro ser.

Pra quem pensa em fazer uma escola, valor é ensinar alguém. Pra quem compra um curso, valor é aprender.

Pra quem quer trabalhar com pessoas, valor é ajudar alguém. Pra quem compra uma consultoria, valor é se sentir mais seguro.

Pra quem gosta de cozinhar, valor é alimentar alguém. Pra quem vai a um restaurante, valor é comer.

Valor é inspirar, é cuidar, resolver, informar, divertir, é fazer acontecer pelo outro.

E, se você mandar bem, valor é aprender profundamente, é se sentir seguro e com clareza, é comer bem.

Por isso, se você está começando, tente começar entregando seu valor.

Resolve o problema de alguém.

Põe pra fora algo que vá para além da sua cabeça, do seu caderno, das suas leituras.

Porque é a entrega de valor que torna possível o recebimento de valor.

E é neste ciclo, de entrega e recebimento de valor, que a mágica acontece.
 

Conexão Imagina: Empreendedorismo Criativo

Essa semana fui convidado pelas mulheres incríveis do coletivo Imagina para um papo online sobre empreendedorismo criativo.

Mas eu acho que a gente foi além, por uma hora conversamos e filosofamos sobre autonomia, os desafios de começar e se manter, o futuro que imaginamos e outras coisas mais.

Poderia pedir desculpas pelo som ruim, pela minha falta de noção no vídeo, mas iria contra minhas próprias convicções. Melhor feito que perfeito. É fazendo, experimentando e se jogando que a gente aprende e melhora.

 Agradeço a Lari pela ótima condução do papo e agradeço a você que puder assistir e comentar, compartilhar, sugerir.

Como encontrar seu propósito

O texto de hoje é arriscado.

Estamos vivendo tempos de busca por mais significado no trabalho, na vida. “Faço o que você ama”, “seja você mesmo”, essas coisas que eu realmente vejo como privilégios.

Se antigamente ser bem pago e conquistar reconhecimento social bastava, hoje parece que falta algo a mais para nos satisfazermos profissionalmente.

Mas, o quê?

O texto de hoje é arriscado porque corro o risco de reforçar a perigosa ideia de que todo mundo tem Um Propósito e que, se você ainda não encontrou o seu, está ficando pra trás.

O texto de hoje é arriscado porque corro o risco de reforçar a perigosa ideia de que precisamos encontrar "o santo graal da pós-modernidade” para, aí sim, viver uma vida que valha a pena.

O texto de hoje é arriscado porque corro o risco de reforçar a perigosa ideia de que realmente existe algo mágico e revelador a ser encontrado.

O texto de hoje é arriscado porque corro o risco de simplificar uma questão muito complexa.

Ainda assim, sigo em frente. Por que não tratar com leveza essas coisas complicadas da vida e começar com o que temos, não é mesmo?

Não acredito que estamos numa corrida, não acredito que encontrar um propósito seja um pré-requisito pra qualquer coisa, não acredito que temos um único propósito - às vezes questiono se temos algum.

Entendo essa busca por propósito, principalmente no trabalho, como um caminho, uma tentativa de clarear uma visão de mundo, uma construção em curso por toda a vida toda.

No meio do caminho, a gente vai encontrando pistas. Algumas falsas. Mas, ainda assim, valiosas.

Propósito, pra mim, não é uma frase, nem uma ideia fechada.

É uma intenção em permanente construção.

Talvez seja muito difícil cravar “seu propósito” apenas com palavras.

Ainda assim, essa busca faz da nossa jornada, no mínimo, uma história interessante.

Mas e então? Como nós podemos, mais do que encontrar, buscar esse tal de propósito, essa tal motivação, essência, ikigai, razão, essa história pra contar?

Deixo aqui algumas ideias iniciais. Se quiser completar, sinta-se à vontade.

Experimente coisas diferentes

Se você, como eu, não sabe muitas vezes por onde começar, experimente. Teste, se envolva com pessoas, projetos e ideias improváveis. É visitando outros mundos que abrimos nossas cabeças e criamos novos caminhos.

Se pergunte “por quê?”

Por que você faz o que você faz? Por que você acorda todos os dias? Por que isso, ou aquilo, te toca? Por quê? Por quê? Por quê?

Forje seu propósito

Adoro essa ideia. Nós podemos criar significado em torno das coisas que vivemos, percebemos, descobrimos. A gente é que cria a moral da história que queremos contar.

Comece sem se sentir pronto

E se você já estiver pronto pra fazer suas coisas, sem se dar conta? Comece sem saber qual é o propósito. É no caminho que a gente vai (se) descobrindo.

Investigue sua história

Quais eram seus sonhos quando criança? Quais foram os pontos altos e baixos da sua vida? Quem são as pessoas que você admira e que te influenciaram? Quais são os pontos que se conectam, quando você olha pra trás? Quais são os valores que te guiaram?

Escolha uma briga pra enfrentar

Que causa, problema, “inimigo” te move? Qual é a briga que, pra você, vale a pena se envolver?

Imagine um mundo ideal

Talvez construí-lo seja seu propósito.

Conecte-se, entregue valor

Dê ao mundo o que você faz de melhor, com generosidade e regularidade. O que será que o mundo vai te devolver?

Busque auto-conhecimento

Ainda acredito que essa jornada é sobre a gente mesmo. O que a gente faz, nossas profissões, nossas dúvidas, tudo é uma investigação sobre quem somos. Meditação, busca por espiritualidade, empreendedorismo, arte podem ser caminhos pra você.

Um grupo para tirar seu projeto do papel

Se você é leitora fiel deste blog, já deve estar cansada de ler sobre o livro 333 Páginas para tirar seu projeto do papel.

Se não, clica no link anterior pra conhecer o livro cheio de páginas em branco - e preto - que ajuda seus leitores a criarem o que quiserem.

Já foram umas seiscentas ou setecentas cópias vendidas. Fico imaginando quantos sonhos, festas, blogs, startups, movimentos, foodtrucks, artes e autódromos podemos ter ajudado a nascer.

Fico só imaginando mesmo, porque apesar de vários feedbacks e muitas fotos no com a hashtag #333paginas, não tenho ideia do que realmente saiu do papel.

Por isso, gostaria de oferecer uma loucurinha aqui. Talvez me arrependa depois. Mas a gente resolve se isso se tornar um problema. Quero acompanhar mais de perto como vocês estão usando o livro. Quero ver coisas incríveis ganhando o mundo.

A ideia é criar um grupo de pessoas que, juntas, terão um compromisso de tirar seus respectivos projetos do papel. Uma comunidade de apoio pra quem quer compartilhar e acompanhar o uso do livro. Pra começar, serão vinte pessoas, pelo Whatsapp. Não espero correntes e piadinhas sem graça nesse grupo, mas a troca, fotos e avanços para que cada um dê vida aos seus sonhos.

Se você já tem o livro e gostaria de participar dessa parada, me manda um email com a foto de pelo menos uma página do seu livro preenchida: larusso@larusso.com.br. Os dez primeiros entram na brincadeira.

Se você ainda não tem o livro, dá pra adquirir aqui. Os dez primeiros compradores que desejarem participar estão nessa também. Será um prazer ir aos Correios por vocês. Mas, melhor do que isso, será ver você presenteando o mundo com a sua contribuição única.

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Seu trabalho é uma dádiva

Há o trabalho que é feito pelo medo - de não ter dinheiro, de não ser aceito, de não ser bem visto. E há o trabalho feito por amor, como forma de arte. Pura expressão de nossa humanidade.

A serviço do que está nosso trabalho, energia, horas de dedicação e suor? 

Se você não sabe o que seu trabalho alimenta no mundo, provavelmente se perderá em atividades sem sentido.

Se você não sabe o que seu trabalho alimenta em você, provavelmente nem todo o dinheiro do mundo será suficiente para te satisfazer.

Empreender só faz sentido se estivermos a favor da vida. Da vida pulsante em nós. Da vida crescente na Terra. Quantos trabalhos destroem a vida? Quantos empreendimentos geram vida neste planeta?

Com vocês, essa pecinha de arte do James Victore. Traduzi livremente abaixo.

"Seu trabalho é uma dádiva.

Esta é uma ideia radical.

Porque ela muda como você pensa sobre seu trabalho.

Ela muda o motivo pelo qual você trabalha, o que você faz e até pra quem você trabalha.

Quando seu trabalho é uma dádiva, seu objetivo não é mais satisfazer um cliente, ou um chefe, nem receber um pagamento.

Você agora trabalha para ser feliz. E, por sua vez, falar diretamente para o seu público-alvo.

Porque agora você dá a eles algo de valor - um pedaço de si próprio.

Seu trabalho. Sua voz. Irrestrita e pura.

Ela tem o poder de entreter, iluminar e mover os outros.

Seu trabalho é uma dádiva.

E o mundo está esperando por ele.”

- James Victore

Precisamos falar sobre dinheiro

Dinheiro, bufunfa, pratas, faz-me-rir. Precisamos falar mais sobre grana. É crucial conversarmos mais sobre autonomia financeira. Não podemos entrar na onda do “faça o que você ama” sem considerar que as contas precisam ser pagas e a vida precisa ser vivida. Precisamos trocar mais, aprender mais, descobrir como fazer. Não é indelicado falar sobre tutu. Quem inventou isso deve estar ganhando muito às nossas custas. Falar sobre dinheiro nos permite aprender para fazer melhores escolhas.

Tenho acompanhado empreendedores, fazedores e buscadores em todos os estágios. Sejam pessoas em processo de transição que me procuram pra um Help, geralmente saindo de um emprego para iniciar uma jornada empreendedora. Ou empreendedores não-convencionais tentando comunicar seus projetos incomuns, que recebo pelo Hell Yeah. Pra todo mundo, dinheiro é sempre uma questão. Seja travando a evolução, seja criando monstros em nossas cabeças.

Divido contigo algumas ideias que sempre surgem nessas trocas, mais cedo ou mais tarde. Espero que sejam relevantes pra você. Sinta-se a vontade pra adicionar o que achar valioso.

Faça contas

Anote o que entra e, principalmente, o que sai. É importantíssimo ter consciência sobre seu custo de vida. Quanto você gasta para morar, comer, se transportar, se divertir? Quanto mais souber pra onde seu dinheiro vai, mais capacidade terá de fazer cortes ou gastos mais inteligentes. Existem muitos aplicativos que podem ajudar, busque por "finanças pessoais".Se você não se dá bem com números, ou cartão, tente limitar a grana da semana. Saque ela e gaste apenas as notas que tem nas mãos.

Mantenha-se sem dívidas

Se você quer fazer uma mudança profissional, é muito mais difícil bancar a transição devendo. Quando a gente está no negativo, se sente mais pressionado, pensa mais na dívida do que em formas criativas de fazer grana. Devendo, temos dificuldade de experimentar, tememos o erro - péssimo cenário para empreender. Se você tem dívidas para pagar e quer empreender, eu consideraria fortemente pagar os débitos antes de se jogar completamente em uma nova atividade.

Poupe dinheiro para poder viver um tempo sem receber

Mantenha uma poupança, CDB, fundo de investimento, tudo isso, ou que você quiser e se sentir confortável. Faça uma reserva que te dê um respiro. Se você sabe quanto precisa por mês, tenha grana suficiente para viver pelo menos por alguns meses, sem precisar fazer dinheiro. Caso você queira fazer uma mudança significativa, esse dinheiro será fundamental, porque nenhum novo negócio começa fazendo grana. Podem ser necessários muitos meses, anos até chegar lá. Enquanto isso, use o que você acumulou. Escrevi mais sobre isso aqui

Enquanto o que você quer fazer da vida não te paga, faça o que te paga

Sabe o que vale dinheiro? O trabalho que resolve um problema real, que é previsível, que custa menos do que entrega. Por isso, se você está começando algo novo, é improvável que vá fazer de um dia pro outro uma quantia equivalente, por exemplo, a um bom salário. Tudo começa caótico, imprevisível. Ou seja, até que seu novo projeto amadureça, use as habilidades que você já tem e que são reconhecidas no mercado. Faça seu emprego financiar seu próximo projeto. Eu sei que seu emprego pode estar insuportável. Porém, é ele que vai financiar suas experimentações fora do horário comercial. E são essas experimentações que poderão se tornar seu próximo trabalho.

Ganhar mais, ou gastar menos, dá na mesma

A gente se esforça mais para ganhar mais do que para gastar menos. Por que? Não sei. Só sei que a conta é a mesma. Podemos nos esforçar tanto para ganhar R$ 500, como para economizar R$ 500. Cozinhe em casa, vá de ônibus, divirta-se na rua, no parque, no que for de graça na sua cidade. Claro, tudo tem limite. Mas sempre temos custos que nos dão muito pouco e que poderiam se transformar em dinheiro útil.

Diversifique as entradas

Dizem que salário vicia mais que cocaína. Complicado. Quando a gente está acostumado com um emprego, nossa grana vem de um lugar só. Isso é muito mais arriscado do que receber de várias fontes, ainda que quantias menores. Aquela coisa, todos os ovos num cesto só é perigoso. Se você quer sair de um emprego, experimente fazer outras atividades que possam te remunerar. Dê um curso, trabalhe como freelancer, ajude um amigo em um projeto, venda algo que você faz, experimente a sensação de diversificar suas entradas.

Leia e assista pessoas que manjam muito mais do que eu sobre grana

Li há muitos anos o livro Pai Rico, Pai Pobre. Posso dizer que foi muito importante pra mim como introdução à educação financeira. Se você não manja nada, sugiro começar por este pequeno clássico. Lia também os livros do Gustavo Cerbasi, um cara que até hoje produz muito conteúdo de qualidade. Hoje, tenho curtido mais os vídeos da Nath, do Me Poupe e os textos do Eduardo Amuri, pessoas que pensam em dinheiro de uma forma que admiro.

"Não é sobre dinheiro, é sobre você."

Essa frase está, em inglês, num marcador de páginas do livro Projetos Paralelos e o Poder do Tempo Livre, do meu amigo Luciano Braga. É verdade. Todas as questões que projetamos sobre o dinheiro não são sobre os Reais. São sobre nós. Dinheiro guarda muito mais do que só números. Aliás, dinheiro deveria servir para que a gente viva a vida que desejamos. E não para vivermos a vida que não desejamos, apenas para acessá-lo. Seu dinheiro está a serviço do quê? Adoro essa frase, que roubei do mesmo livro:

"Dinheiro é que nem gasolina numa viagem de carro. Você não quer ficar sem combustível na sua viagem, mas você também não está fazendo um tour por postos de gasolina." - Tim O'Reilly.

 

Como encontrar soluções pros problemas do mundo

Há alguns anos contribuo como mentor no Social Good Brasil Lab, o programa que apoia empreendedores sociais em fase inicial. A Ana Paula, do SGB Lab, me ajudou essa semana. Ela me procurou pra escrever sobre como o programa pode ajudar quem está aí, querendo fazer algo relevante para o mundo, que nem eu e você.

Se você quer fazer acontecer, ser atuante no mundo, gerar transformações, dá uma olhada no SGB Lab que está com inscrições abertas. Deixo aqui um pouquinho dos aprendizados que ele costuma oferecer.

Busque um novo olhar sobre si e sobre as formas de empreender

Empreendedorismo é uma das formas mais interessantes de autoconhecimento. Quando a gente tem um emprego, precisa se encaixar num perfil. Quando empreendemos, precisamos ser autênticos, perseguir quem somos em nossa essência. Existem infinitos jeitos de empreender e modelos de negócio para criar. É preciso se conhecer muito pra isso.

Encontre ritmo e foco pra tirar uma ideia do papel

Duas das maiores dificuldades. Não saber por onde começar e como focar no próximo passo. É necessário ter muita disciplina para ir além da vidinha cotidiana. Muitas vezes precisamos de um norte, uma tarefa clara, concreta e mensurável que desfaça a nebulosidade e nos faça ir adiante.

Pense antes no problema em vez da solução

Quanto mais a gente vai fundo nos problemas, mais simples e interessantes são as soluções. É muito comum o foco na solução. Foco não, apego. Você tem uma ideia, acha que ela é genial, e se prende nela. Assim, tem resistência à mudança e à evolução. Todo empreendimento deve servir a alguém, deve ser útil e resolver problemas seus e, principalmente, dos outros. Se não, os projetos não importam e se tornam irrelevantes.

Vá pra rua, conheça as pessoas e se coloque no lugar delas

Costumo dizer que a melhor pesquisa de mercado é seu produto ou serviço na rua, rodando, vendendo, sendo falado. Quando a gente se conecta às pessoas, elas naturalmente nos ajudam, nos ensinam e dão pistas sobre qual caminho seguir. Há muito mais lá fora do que em nossas cabeças, pensamentos e planejamentos.

Teste e valide antes de planejar um negócio mirabolante

Quanto maior, o tombo é maior. Sim, eu sei que com você vai ser diferente. Mas se teu projeto é tão bom, por que não fazer da forma mais rápida, barata e simples possível? Vai dar certo, não vai? A gente precisa sempre começar pequeno, porque diminuímos muito os riscos, aumentamos os aprendizados e validamos as ideias a partir de feedbacks de verdade.

Tenha um mentor pra compartilhar erros e acertos

Os bons mentores não dizem o que deve ser feito. Eles fazem as perguntas que nos revelam aprendizados nos próprios erros e acertos. Assim, os próximos passos ficam mais claros.

Conecte-se com as pessoas

Para empreender é necessário fazer novos amigos, sair do mundo ordinário. Pra mim, este é um dos aprendizados mais intensos. Nada de novo acontece se fazemos as mesmas coisas, nos encontramos com as mesmas pessoas e falamos dos mesmos assuntos. Mas algo mágico pode acontecer quando contamos nossas histórias e escutamos os outros.

A Internet que eu quero

Adoro a Contente. Se tem gente que contribui na Internê com o que acredita, são elas. Essa semana recebi um baita convite, pra escrever pra uma seção do blog delas sobre “a Internet que a gente quer”. Melhor assunto. Reproduzo aqui meu textão-resposta.

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A Internet que eu quero ver não é nada mais, nem menos, do que ela já é. Generosa, inclusiva, diversa. Se fosse pra melhorar, focaria em mais acesso a todos, como um direito universal, com menor custo e maior autonomia.

Em 2011, me dei conta do tamanho da mudança que estava presenciando. Na Perestroika, entrei em contato com a ideia de que estamos vivendo uma mudança de era. E não somente uma era de mudanças.

Mudanças acontecem o tempo todo. Mas testemunhar o nascimento de uma era é raro. Minha geração, a de 1985, Millenials, Y, Whatever, deve ter sido a última que nasceu em um mundo analógico e assistiu ao parto do mundo digital. Não é pouca coisa. É tipo a Revolução Agrícola, o Iluminismo, a Revolução Industrial, ou algo que só vamos entender daqui umas centenas de anos. Ou mais rápido do que isso, porque o mundo que está nascendo é muito veloz.

Nesse recorte histórico, sinto que estamos vivendo o embrião. Mal engatinhamos como humanidade conectada. Ainda estamos perdidos, reproduzindo comportamentos de um velho mundo, em que a visão escassa de recursos, informação e pessoas perdura.

Mal entendemos o potencial do que está acontecendo. De qualquer forma, já dá pra sentir um gostinho. A Internet é a tecnologia mais inteligente que já inventamos para modelar o mundo que acreditamos. Mudou minha vida significativamente. E eu acho que a sua também. É a maior oportunidade que já criamos para experimentarmos um mundo abundante, em que tem de tudo pra todo mundo. Em contraponto a um mundo escasso, em que não tem pra todo mundo.

Generosidade, inclusão e diversidade. Pra mim, a fórmula mágica da evolução humana é o DNA da Internê.

A Internet tende à generosidade. Porque compartilhar é barato, rápido e traz benefícios imediatos. É um canal de expressão, contato de gente com gente. Traz o que todo ser humano busca em algum(ns) momento(s) da vida, de alguma forma. Generosidade é a gasolina da conexão. É por isso que tem tanto conteúdo, canal no Youtube, bobaginha no Twitter e textão de Facebook. Porque temos sede de conexão. O ato de compartilhar nos conecta.

A Internet é inclusiva. Porque cada vez menos são necessários filtros, intermediários, poderosos pra aprovarem o que é apropriado. Era muito caro se comunicar. Impossível em alguns contextos. Agora é real, viável. São poucos os espaços de expressão tão inclusivos. Se você quer ver gatinhos, terá. Se quiser publicar gatinhos, bem-vindo. Se quiser taekwondo, lasanha, alternativas para coleta de água, a Internet é o seu lugar sempre. E de mão dupla. Consuma e produza por aqui, crie seu filtro e seu conteúdo.

A Internet é diversa. E isso é lindo. Por mais que os tubarões nos dêem bolhas, há sempre a possibilidade de furá-las. Quer queira, quer não, sempre teremos gente se contrapondo, trazendo outro olhar, divergindo. Tudo que é novo nasce do contato entre o que é diferente. Em muitas situações, a Internet é o único canal para encontrar outro caminho, diferente da sua família, bairro, contexto. Ainda precisamos aprender a escutar e criar conexões profundas e verdadeiras com o outro. Acredito que estamos caminhando nessa direção.

Mas e os haters? Os monstros da Deep Web? As correntes de Whatsapp? Os comentários da Globo.com? As previsões de Black Mirror? Sim, tem muita coisa absurda na Internet. Bem-vindo ao mundo real. Ele é assim. Se a internet é hostil, dura, crítica, imediatista, perversa, polarizada, ela é o reflexo de como nos relacionamos. Nós, os sete bilhões de seres que habitam este planeta agimos assim, em algum nível, em algum contexto. Nada pode ser mais verdadeiro, humano, genuíno. Por isso, não tem como esconder, precisamos conviver com o que há de mais terrível em nós.

Isso é ruim? Pra mim, não. Vejo a linda oportunidade de aprendermos a lidar com a nossa condição e encontrar formas de evoluir como humanidade. A Internet merece ser livre, generosa, inclusiva e diversa. Não poderia haver contexto melhor para lidarmos com nossas sombras.

E com vocês, meus medos. A Internet ainda não é pra todo mundo. É só pra metade dele, e olhe lá. Mas vem crescendo. Algumas corporações ainda têm muito poder, e isso é tenso. Dependemos de governos e empresas para termos acesso. Por enquanto. Ainda existe uma enorme barreira de linguagem e tecnologia. Mas os índices de analfabetismo digital só caem. O paradigma da escassez ainda é senso comum. Mas a experiência abundante que a Internet nos oferece abre a cabeça para um mundo ainda mais generoso, inclusivo e diverso.

Tenho um compromisso de vida com a construção desse mundo. Compartilho meus aprendizados mais significativos através deste blog. Ajudo empreendedores não-convencionais a terem sua presença online. Dou workshops para quem quer aprender a fazer seus próprios sites. Ofereço conteúdo, cursos e livros que tendem ao preço zero, ou pague quanto acha justo. Persigo a ousada meta de desvincular minha entrega de valor de quem pode me pagar, através da generosidade do financiamento coletivo recorrente.

O que faço para construir a Internet que acredito ainda é pouquinho. Mas somos muitos. E nunca foi tão concreta a ideia de que com a pequenas contribuições podemos mudar o curso da história.

Um mini-doc da GVT que participei para falar sobre - pasmem - a Internet.

A vida é difícil. Vamos celebrar.

Vi Capacetes Brancos. Vale cada minuto dos quarenta e poucos. O documentário que levou Oscar está no Netflix.

Sem spoiler: pessoas comuns dedicam suas vidas na Síria devastada para salvar outras. Não são médicos, bombeiros, policiais. São padeiros, artesãos, pessoas como eu e você.

Imagina viver diariamente correndo atrás de bombas que acabaram de soterrar pessoas e tirar vidas. Esse é o cotidiano dos Capacetes Brancos. Todo dia tem trabalho.

No site em que recebem doações, sugerem: "dê o que você pode, eles dão tudo." (Se você também se pergunta o que pode fazer pelas grandes tretas do planeta, aí está uma dica, doa).

Essas pessoas valorizam cada vida, não importa de que lado está, fazem tudo pelo resgate. Não existem lados. "Salvar uma vida é salvar a humanidade".

É horrível fazer essa comparação. Mas é inevitável. Minha vida está fácil, muito fácil.

Tenho um lar, família, amigos, comida garantida pra hoje e com certeza por mais uns bons dias. Faço meu dinheiro, me relaciono com pessoas maravilhosas. Me dou ao luxo de escolher trabalho. Sou um privilegiado.

Enquanto isso, tem gente no mundo entregando tudo em um país sem qualquer perspectiva. Perdendo familiares, amigos e colocando a própria vida em risco todo dia. 

E eu aqui, reclamando da louça suja. E ouvindo reclamações da falta de grana, do trabalho, do outro.

É lamentável valorizar o que temos comparando com quem está em situações dificílimas. Não tem comparação. Mas, infelizmente, isso funciona, me toca e talvez também mexa com você.

Não quero desvalorizar o meu, e nem o teu sofrimento. Seja qual for o sentimento que vivemos, é legítimo.

Mas será que a gente está dando o que pode?

Será que conseguimos enxergar com outros olhos nossos grandes problemas?

É possível ser grato pela vida sem ter que perceber, ainda que a distância, um pouquinho de morte?

É possível aceitar o que temos, aqui e agora, sem nos preocupar tanto com o que não temos?

Hoje só quero registrar que não estou só. Você também não. Onde estamos agora é um lugar que já desejamos muito.

Vamos valorizar, agradecer e aceitar com tranquilidade qualquer que seja nossa condição.

Há muita vida pra viver, perrengue pra passar, brigas pra comprar e transformação pra acontecer.

"Life is hard. Let’s celebrate."

Grato.

Como as mudanças acontencem?

Participei recentemente de uma imersão, convidado pelas mulheres incríveis do coletivo Imagina.vc.

Elas lançam, de tempos em tempos, jornadas com ações simples para quem quer fazer pequenas e grandes mudanças.

Mas, como começar?

Esse foi o desafio do lindo grupo heterogêneo e ao mesmo tempo cheio de conexões que participei. Fomos incumbidos de desenhar uma jornada para quem quer começar um processo de transformação pessoal e coletiva.

Os resultados ainda não saíram. Mas prometem. Se quiser, assine a Newsletter do Imagina para que te avisem.

Quero compartilhar com você meus insights pessoais. Como eu acredito que as grandes mudanças acontecem.

Na verdade, é preciso lembrar, mudanças são constantes. Estamos inevitavelmente vivendo e testemunhando eternos processos de transformações. Talvez não exista apenas um começo. São vários e vários recomeços nessa vida.

Mas tem alguns elementos e ações que dão suporte e sustentam viradas de página, processos de mudança, transformações profundas e, talvez, conscientes.

Inspiração - Sem referências é muito improvável enxergar outra forma de viver. Sempre tivemos muitas pessoas buscando jeitos alternativos de trabalhar, conviver e ser, ainda que estivessem escondidas. Mas a Internet permitiu que essas pessoas fossem vistas. Tem muita gente que inspira pelo exemplo. É ainda mais relevante quando as referências estão próximas. Mais do que isso, te apoiam. Encontre quem te inspira, não se preocupe em imitá-las ou venerá-las, apenas observe.

Apoio - É fundamental. Sempre sugiro, encontra tua turma, tua galera, quem tem visões de mundo parecidas e habilidades complementares. Toda mudança requer também novos amigos, ou apoio dos amigos e familiares antigos. Essa jornada da vida é muito mais gostosa quando vivida em companhia. As conexões precisam necessariamente serem tecidas ou regeneradas pras mudanças acontecerem. Procure e cultive apoio, abra o jogo, crie seu ambiente seguro para errar.

Autoconhecimento - Escrevi semana passada como acredito que a mudança vem de dentro pra fora. Se mudanças são processos pra vida toda, se conhecer também. Não há limite, é sempre possível ir mais longe e mais fundo numa busca pessoal, questionar e entender suas paixões, motivações, medos, talentos, espiritualidade. E, assim, forjar a sua história. Invista fortemente na busca pessoal, mergulhe em você.

Empatia - Se olhar pra dentro é fundamental, se conectar com os outros é igualmente importante. Parece que nossa responsabilidade sobre o planeta aumenta quanto mais nos damos conta da nossa ligação com tudo que nos cerca. Empatia é tomar a perspectiva alheia, não se ater aos julgamentos e reconhecer as emoções e necessidades que nos conectam. Isso é muito poderoso. Conecte-se profundamente com o outro, aceite e apoie.

Autoestima - Sim, eu posso, você pode. Não é balela. Não é papo furado. Se você duvidar de si, não terá energia para ir adiante. Isso está muito ligado ao contexto familiar e história de vida. Quanto mais você cultivou e foi incentivado a ter um olhar de autocompaixão, mais gana terá para fazer a mudança por si. E não esperar que façam por você. Alimente a sua autoestima, imponha-se quando necessário, acredita e vai.

Pequenos passos - O meu favorito. Tudo começa de algum lugar. Um passinho pequeno, repetido com consistência leva a uma longa caminhada. Mudanças bruscas não acontecem quando a gente quer. Mas as pequenas são nossa responsabilidade. É aquela: “pense grande, comece pequeno, aja rápido”. Tenha paciência e lembre-se de que tudo começa da forma mais simples.

Tranquilidade - Vai dar errado. Vai ser sofrido. Vai ser difícil. Mas ainda assim você deve saber que tudo pode mudar, melhorar, ser diferente. É preciso ter uma certa casca, ou autoconfiança, habilidade para respirar, aceitar o momento e cuidar da energia necessária para que as coisas mudem. Fique tranquilo, tudo está mudando.
 

Não quero mais mudar o mundo

Um dia, meu grande amigo e sócio no Estaleiro Liberdade, Felipe Amaral soltou:

- Não quero mais mudar o mundo. Só posso mudar meu mundo.

Rebati:

- Como assim? E agora? O sonho acabou?

Demorei um bom tempo, meses, para captar a mensagem.

Não acreditava que tudo que estávamos fazendo poderia ser somente pra nós, e não pras outras pessoas. E a generosidade? E os problemas que o mundo tem? Vamos fechar os olhos?

Mas não era sobre isso. Eu que não tinha entendido nada. Confundia, como muita gente, autoconsciência com egoísmo. Generosidade com convencimento.

Estou escrevendo pra você numa tentativa de trazer atenção para uma sutileza que mudou minha vida.

Escrevo por mim, não por você. Se quiser, pegue, mude, transforme, jogue fora, ignore. Todas as opções são legítimas e não há nenhum juízo de valor sobre elas. Pra mim, está sendo útil. Seguimos.

As mensagens aqui são simples: Precisamos tomar cuidado demais com a lógica do convencimento. Toda transformação é de dentro pra fora. Estamos inevitavelmente conectados.

"Paradigma é como um par de óculos que usamos no cérebro, em vez de sobre os olhos, para enxergar a realidade de certa forma." - Bernardo Toro.

Se você não tirar os óculos da guerra, do convencimento, da conquista - como já fiz - será difícil entender.

Existe, pelo menos, mais um par de óculos, do cuidado, da aceitação, do diálogo, da curiosidade e abertura.

Vamos chamá-los de óculos da guerra e óculos do cuidado.

É muito fácil dizer o que o outro deve fazer. Professores, chefes, parentes e colonizadores fazem isso há muito tempo. Eu faço. Você faz. É nosso modus operandi. Os óculos da guerra estão embutidos em nossas faces.

Se você apanha muito, então, fica ainda mais difícil deixar cairem os óculos da guerra. Requer um baita esforço se defender sem guerrear. Quando todo mundo está gritando, falar baixo e escutar o outro é um ato revolucionário.

Exige esforço ainda maior abdicar do desejo de ser herói. Heróis são vangloriados na nossa cultura. Sucesso, poder, vitória também. Gritaria e violência é linguagem comum, em todas as línguas da Terra. Quem topa parar de perseguir o topo?

Mas é justamente essa visão, da guerra, que nos cria a ilusão de separação e, consequentemente, mais violência, em todos os níveis.

Não estamos em guerra. Não somos maus, nem bons. Não há topo. Estamos todos aqui, apenas buscando conexões, amor e viver momentos felizes. Todos. Não há escapatória, seguiremos eternamente conectados em um mesmo planeta. Não há "fora". Precisamos conviver bem para sermos felizes. Somente este mundo é possível.

Se falar é fácil, difícil é fazer por si próprio, ser exemplo. Viver conexões, amor e felicidades. Mesmo que a gente "saiba o que fazer", fazer é outra história. É um compromisso diário vestir esses óculos do cuidado. É uma busca, não uma conquista.

Demorou pra cair a ficha, mas compreendi que me posicionar como solucionador, salvador, resolvedor, pressupõe o julgamento de que o outro tem um problema, precisa ser salvo, eu posso resolver. Você é menor do que eu e precisa da minha ajuda.

Nada pode ser mais violento do que isso. Os óculos da guerra, a postura colonizadora gera, é claro, mais contra-ataques. Violência gera violência. Se você assistir, sem os óculos da guerra, as polaridades Coxinhas e Petralhas saberá do que estou falando.

Ou, ainda, a postura salvadora é também colonizadora e inconsequente. Li recentemente sobre os efeitos dos calçados doados pela TOMS. "Não provocaram uma mudança significativa na vida das pessoas. Pelo contrário, como efeito negativo, criou-se um modelo de dependência para as comunidades."

Por outro lado, se levarmos a sério essa história de buscar conexões, amor e felicidade, inevitavelmente criaremos em nós uma maior capacidade empática e generosa. Estamos conectados, não há isolamento. Toda ação, pequena ou grande, reverbera em todo o sistema.

Acredito cada vez mais que a mudança é de dentro para fora. No fim das contas, se há algum controle, é sobre si. Se há alguma mudança que pode ser feita com total responsabilidade é a própria mudança. Não posso condicionar minha felicidade ao comportamento, ou existência, do outro. Não posso esperar que o mundo viverá de acordo com as minhas expectativas. Estarei perdido. Só me resta aceitar, incluir, conviver e viver.

Mas e agora, esse mundo cheio de problemas, como contribuir positivamente? Vivendo a própria história, gerando o mínimo de impacto, sendo exemplo, regenerando a vida.

Hoje, tento oferecer pro mundo o que consigo, com o máximo de abertura e liberdade. Me dedico a criar recursos que você pode se apropriar. Se te serve, massa. Se não, massa também.

Busco me manter curioso, empático, aberto, o quanto minha energia permitir, tentando aumentar a intensidade com o tempo. Sem pressa, sem uma busca por grandiosidade. Para mudar o mundo, é preciso abrir mão dos meus privilégios. E isso não significa perder nada. É possível viver melhor com menos. É real a possibilidade de viver com mais leveza e menos pressão.

Talvez você se questione o quanto esses óculos do cuidado são eficazes. O quanto mudam o mundo. Eu realmente não sei dizer, mas posso afirmar com certeza que este esforço tem mudado o meu mundo. E isso muda tudo.

Rafa Cappai entrevista Mari Pelli e Larusso

Quando era criança, sonhava um dia ser entrevistado pelo Jô. Achava o máximo acompanhar os papos com gente interessante. Queria ser assim quando crescesse.

Não deu. Jô se aposentou. E, pra falar a verdade, já mudei faz tempo de ideia.

Mas ainda bem. A entrevista que a Rafa Cappai fez comigo e com a Mari Pelli saiu muito melhor que a encomenda.

Gosto de papos mais longos. Que tentam ir mais longe, mais fundo, mais perto. O Jô não ia dar conta. Risos.

A queridíssima Rafa Cappai nos recebeu na sua Espaçonave para conversarmos sobre a vida, os projetos que acreditamos, nossa visão de mundo e de futuro.

Não poderia estar melhor acompanhado. Mari Pelli, minha amada companheira estava ao meu lado. Como sempre.

Então, se você que acompanha este blog quiser saber mais sobre as piras que se passam do lado de cá, solta o play. Tem muito assunto. A coisa foi bem longe. Pra mim, o melhor ficou mais pro final.

Espero que curtam, compartilhem e assinem o canal da Rafa.

PS.: Já cortei o cabelo. Esse vídeo foi gravado no meio do ano passado.