Pare de pirar e faça

Quando a gente tem uma ideia, o primeiro impulso é alimentá-la. Sonhar longe, imaginar tudo que vai acontecer. Os perigos, os desafios, as conquistas. Quem vai gostar, quem não vai. É parecido com tal ideia. Mas diferente. Talvez. Não sei fazer. Não tenho dinheiro. Desculpas.

Problema comum é se apaixonar pela ideia, criar um Mundo do Faz de Contas na cabeça e jamais ir às vias de fato. Engavetar ideias é uma epidemia. Todo mundo passa por isso.

Até certo ponto, esse comportamento é compreensível. É mais confortável manter uma ideia na cabeça do que fazê-la acontecer.

Mas, como disse o velho sábio, "uma ideia na gaveta é só uma gaveta". Se a gente realmente quer ver nossa criação no mundo, precisamos fazer algo por ela. Temos que sujar as próprias mãos e agir.

Ficar pirando nos paralisa. Nos desmotiva, cansa. Não nos faz avançar. Tenho descoberto que a ideia evolui mais se fizermos algo, com o que temos, sem pensar exaustivamente. Fazer é um jeito maravilhoso de pensar criativamente.

Por isso, sempre que me deparo com uma nova ideia pergunto: "o que pode ser feito por isso agora, com o que já temos? Qual é o próximo passo?".

Ao fazer - qualquer coisa - de forma barata e rápida, a gente aprende a fazer mais e melhor. Minimizamos riscos, nos sentimos confiantes, melhoramos as ideias. E o melhor: damos chance pro que era só uma ideia se tornar realidade e algo muito maior do que uma pira da nossa cabeça.