Feito é melhor que perfeito

Abra mão do estado perfeito das coisas. Feito é melhor que perfeito.

E digo mais, ter feito algo é uma condição para fazer o perfeito. Pra ter o excepcional é preciso ter feito o terrível primeiro.

É imprescindível fazer de um jeito torto pra um dia alcançar algo próximo do bom, do ótimo e, quem sabe, do excelente. Essa é uma caminhada que começa na primeira casinha: a do ruinzinho.

É preciso dois pés na realidade: não somos tão bons quanto achamos que deveríamos ser. Mas somos suficientemente bons pra fazer algo. E pra começar, isso basta.

Você pode achar que poderia ter feito melhor. Não pôde, já passou. Mas você poderá fazer melhor se aceitar o que já fez.

Se abraçar a imperfeição é muito desconfortável pra você, encare: você só conseguirá estar mais perto de algo perfeito se experimentar e dominar o imperfeito. Ele é o alicerce do que pode vir a ser bom.

É mais desconfortável manter-se na mediocridade por nunca ter feito. No fim das contas, só houve tempo desperdiçado em nome de uma perfeição que não passou dos limites da sua cabeça. O tempo poderia ter sido melhor aproveitado se tivesse feito alguma coisa. A essa altura, já estaria aprendendo e evoluindo.

Ao ter feito, você experimenta a maravilhosa sensação de fluir. É fluindo que você abre caminhos novos, ainda mais deliciosos e cheios de descobertas pra fazer cada vez melhor.