O último dia de nossas vidas

Steve Jobs se perguntava diariamente: "Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu gostaria de estar fazendo o que estou fazendo?"

Quando a resposta era "não" por muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar alguma coisa.

O cara era difícil. Dizia "sim" para o que lhe importava. E "não" para todas as outras coisas. Mas no fim das contas, fez o diabo, construiu o que sonhou e deixou seu legado.

Eu não quero chegar ao fim da vida e me dar conta de que passei a maior parte dela respondendo emails. Não desejo viver anos torcendo pelo fim da semana, ou a chegada da aposentadoria.

Quase ninguém realmente quer viver assim, adiando. Ainda assim, é o que a maior parte de nós faz.

Nunca consideramos que amanhã pode mesmo ser nosso último dia vivos. Levamos o dia-a-dia como se pudéssemos deixar pra depois a vida que desejamos agora.

Tentamos nos preparar mais, sermos mais bem aceitos, nos sentirmos mais confiantes. Buscamos o caminho mais tranquilo e seguro. Alimentando a ilusão de que depois será a hora certa.

Não há depois. Quanto mais postergamos, mais distante ficamos. Alongamos o caminho em nome de mais certezas frágeis. A cada "sim" pouco intencionado e medroso, damos um "não" à nossa natureza transformadora. Deixamos de nos preparar verdadeiramente quando abdicamos de nossa liberdade.

Steve entendeu que a vida é feita de decisões cotidianas. É o que vivemos a cada dia que cria nossa jornada fantástica. A cada escolha, a cada "não" genuíno, colocamos um tijolinho a mais na nossa história. Ela está sempre se forjando e acontecendo agora. O melhor que podemos fazer pelo nosso futuro, e pelo passado que construiremos, é viver um agora pleno.