Faça na hora

Quando eu era criança, de vez em quando me interessava por algum assunto para além do que estava no currículo escolar. Uma guerra romana, um desafio matemático. Eu realmente me empolgava. Mas ainda não era hora de ver a matéria. Então, eu esperava a "hora certa para aprender" e voltava a me entediar com o que estava programado pra minha idade. O que aconteceu com esse interesse genuíno? Se perdeu. Deixei o momento perfeito para aprender passar. 

Tenho uns cinco textos incompletos que ainda não mereceram este blog. Ideias que vem, ganham umas frases, mas não são publicadas. Geralmente, porque acho que merecem um tempo a mais de dedicação. Deixo para depois. Ou, ainda, pra nunca mais. O que acontece com esses textos? Ficam esquecidos no fundo do computador. Param no potencial. Raramente os retomo. Quando os leio de novo, não me acho tão inspirado como estava quando o rascunho nasceu. Ponto pra gaveta.

Inspiração tem um prazo muito curto de validade. É preciso fazer na hora que ela vem. Depois, a ideia pode não parecer mais tão boa. Uma distração pode parecer mais interessante. A hora certa pode não vir. Não vem mesmo. O melhor momento para fazer é o exato instante em que a inspiração é fresca e o interesse é genuíno.