Mais senso de comunidade, menos desigualdade

Um dos maiores aprendizados que tive como Global Shaper, em Porto Alegre, foi quando chegamos a essa conclusão, depois de intensos debates:

"Mais senso de comunidade, menos desigualdade econômica."

Em geral, não enxergamos o outro como parte de uma mesma comunidade. É apenas uma pessoa qualquer, um desconhecido. E, por isso, somos indiferentes quanto a sua condição.

Agora, se temos um membro próximo da nossa família, um amigo, um companheiro em situação difícil, nos tocamos, ajudamos, entregamos nossos esforços e distribuímos nossa grana. Temos maior senso de comunidade quando reconhecemos o outro como parte de nós.

Mas o que constitui esse “senso de comunidade”? O que caracteriza essa proximidade que quebra barreiras e diminui a distância entre nossos bolsos? Chegamos em quatro pontos.

Pertencimento - A sensação de que fazemos parte de algo. Uma família, um grupo, uma sociedade, uma região, uma espécie: humanos.

Trocas visíveis e equilibradas - É preciso que a troca seja de mão dupla. E não em um sentido único, de cima pra baixo. Quanto mais equilíbrio e visibilidade, maior o senso de comunidade.

Sentimentos compartilhados - A comunidade se fortalece quando chora, ri e se emociona lado a lado. Conexão é sobre sentimentos comuns.

Necessidades atendidas integralmente - Alimento, abrigo, saúde, necessidades emocionais e físicas. Tudo. Quando a comunidade atende integralmente ao que precisamos, percebemos ainda mais como somos parte dela.