Não há caminho. Logo, estamos todos perdidos.

Por mais que a gente tente encontrar, não há atalho pronto.

Podemos nos inspirar em histórias de sucesso. Podemos acreditar que há uma fórmula a ser seguida. Podemos projetar cada um dos passos de uma trilha já traçada. Escola. Carreira. Família. Aposentadoria. Talvez sucesso.

Mas não há nada que nos faça realmente avançar, além de dar os passos. É preciso tirar o próprio pé do chão, mover os músculos da perna e pisar o terreno de novo. E, depois, repetir. É o movimento que faz o curso, de verdade.

As possibilidades são muito mais diversas do que podemos imaginar. Há mais alternativas do que blogs, livros, gurus, currículos, planos de carreira. Nenhuma previsão é capaz de abraçar todas as opções.

A vida é muito mais mar do que trilha.

No mar, existem ventos e rotas marítimas. Mas o que realmente define o percurso é um misto de controle e imprevisibilidade. O que cria o trajeto é a velejada. E não o itinerário planejado.

Não há caminho pronto, só caminhada. Logo, estamos todos perdidos.

Fica aqui meu convite para lidarmos com isso.

Estamos todos aqui, nesse mesmo planeta, descobrindo que o importante é o processo, e não o produto. O valioso é a trajetória, e não o destino. Só há caminho ao olhar pra trás.

Temos infinitas chances de criar o percurso que quisermos para chegar onde desejarmos.

Só nos resta curtir e compartilhar as impressões dos nossos roteiros. Feitos enquanto caminhamos. Perdidos.