O fim da era do "mais" é o início da era do "mais profundo"

"Você não precisa de mais atividade, você precisa ir mais a fundo." Seth Godin.

Nascemos em um mundo em que a economia se baseava em escassez. Disputávamos recursos que, aos nossos olhos, eram raros e, por isso, valiosos.

Nessa economia, industrial, o esforço era por mais. Mais atividade, mais produtividade, mais efetividade. Mais horas de trabalho, mais clientes. Mais dinheiro. Mais posse. Mais acessos.

A regra do jogo era trabalhar mais para tornar acessível o escasso.

Mas o jogo mudou.

Estamos, agora, nos encaminhando para uma humanidade hiperconectada. O que permite acesso cada vez mais abundante e barato a toda informação e conhecimento que já construímos. Mesmo que os recursos não sejam inesgotáveis, eles também estão mais acessíveis.

O custo de produção e distribuição diminuíram. E vão diminuir ainda mais. Os esforços para criar arte, valor, projetos e negócios são menores. E as chances de conexão são muito maiores.

É cada vez mais fácil criar o que importa, pra você, e encontrar as pessoas que também se importam com isso. As possibilidades de fazer encontros acontecerem são infinitas. 

Na era da conexão, não dependeremos mais de meios escassos. Tornaremos abundante tudo que, juramos de pés juntos, hoje é escasso.

Quando a lógica da escassez perde sentido, o mais valioso passa a ser aquilo que tem mais sentido.

Na era da conexão, o grande valor está em ser capaz de tornar mais significativo. Quando o acesso deixa de ser um problema, escolhemos nos conectar com o que importa. Aquilo que é digno de atenção.

O jogo agora é sobre se conectar mais e mais profundamente. E tornar significativo o abundante.

O novo "mais" é sobre profundidade. Crie mais relação, mais emoção, mais comunidade. E entregue mais produtos, serviços e arte significativos.