Faça seu porcótipo

Você não leu errado, é porcótipo mesmo. Aprendi com o Fernando Galdino.

É como um protótipo, só que porco, sujo, mal feito e libertador.

É despreocupado, solto, sem expectativa. Só pra ver o que acontece.

E pode ficar tranquilo, quando você faz, muita coisa acontece. Você aprende de verdade, se empolga e evolui.

Ou abandona a ideia, já que não era bem isso. Que ótimo, assim você pode se dedicar ao que importa.

O porcótipo é pior que o mínimo, é anterior a ele. É com o que você tem, agora.

Agora mesmo, não essa semana. Não amanhã. Agora. Neste exato momento em que você lê este texto. Com o seu computador, com o seu conhecimento, com os seus contatos.

Não se preocupe com o que você não tem, ainda. Trabalhe com o que tem, que é suficiente para começar a dar vida à sua ideia.

O porcótipo não se compromete com o que seria legal ter. Ele é sobre, apenas, o que é fundamental, o que é essencial.

Isso não significa que seu projeto será, pra sempre, assim, mínimo e porco. Significa que você pode melhorá-lo e evoluí-lo depois. Depois, não agora.

Se você quer ter um restaurante, marque um jantar na sua casa e porcotipe.

Se você quer virar escritor, lance algumas palavras no teu perfil do facebook e leia os feedbacks.

Se você tem uma ideia de aplicativo, tente fazer o mesmo com papel, caneta e pessoas.

Entregue seu porcótipo pra alguém e descubra coisas que você é incapaz de imaginar planejando.

Sempre é possível porcotipar. Não importa qual é o seu desejo. É só descer um pouco do salto e abrir mão da perfeição.

Feito é melhor que perfeito.

 

Facilitação gráfica por Gui, no Estaleiro Liberdade.