Como fazer o que importa e respeitar os limites do corpo?

Quando comecei a empreender, vivi alguns dias trabalhando como um louco.

Nas primeiras semanas, dormia mal, comia qualquer coisa e trabalhava cegamente apaixonado pelo que veio a ser o Nós.vc.

Era como abrir, finalmente, uma torneira que estava fechada por muito tempo.

Eu achava que já tinha me esforçado muito mais, por muito menos. Virei noites e suportei horas de trabalho por coisas muito menos significativas no emprego. Logo, todo esforço pela minha criação era válido e insuficiente.

O resultado? Fiquei doente e passei uma semana de cama, sem fazer nada.

O que aprendi? Que devo respeitar, com muita atenção, os meus limites e observar todos os dias a vida que estou levando.

Hoje, para não esquecer, me pergunto a todo instante: “pra que serve o trabalho que estou fazendo?”.

Se estou vivendo, hoje, um estilo de vida mais próximo do que sonho, sinto que estou num bom caminho.

Se estou me sacrificando a ponto de comprometer minha saúde e minhas relações, não está valendo a pena.

Entendi que empreender é governar o próprio caminho. Estamos sempre pensando à frente das nossas ações e, por isso, temos que lidar com uma eterna sensação de que há muitas coisas a fazer.

Executar todas as tarefas de uma só vez não vai adiantar. Em algum momento, nosso corpo vai pedir: "por favor, pare”. Seja na forma de uma gripe ou de algo mais grave.

Empreender é aprender a dar tranquilos, conscientes e claros “nãos”. É escolher bem as atividades que importam e preservar o que é mais significativo.

Respeitar os limites do corpo é respeitar a vida. E nada é mais importante do que isso.

As pessoas que apoiam a produção do meu primeiro livro, com R$ 20 ou mais, por mês, ganham uma surpresa. Nesse mês, elas ganharam uma página do livro para chamar de suas. A pergunta que abre esse texto é de um dos apoiadores. Denize Guedes, este texto é pra você!