Você pode fazer do seu hobby a sua profissão. Mas, pra isso, precisa entregar valor.

Todo mundo já pensou em transformar aquilo que já faz, com o maior prazer, sem nem ser pago por isso, na profissão dos sonhos.

Não há problema nenhum nisso. Aliás, me parece que tem muito mais cara de solução do que de problema.

Mas há um detalhe. Que não é tão simples assim. Não basta fazer o que você ama. É preciso entregar valor real. Valor reconhecido pelo outro, não somente por você mesmo.

De alguma forma, o que você ama precisa resolver um problema de outra pessoa, inspirar, emocionar, ensinar, alimentar, conectar, proteger, fazer algo que sirva pra alguém.

Se o seu hobby é centrado em você, apenas, é muito improvável que ele se torne um negócio. Pra que isso aconteça, o valor gerado não pode ser de mão única. Além de ser valioso pra você, precisa ser valioso pra mais pessoas.

É por isso que não dá, ainda, pra ganhar dinheiro dormindo. A menos que você seja um exímio crítico de colchões. E  proporcione grandes economias, sonos significativamente melhores e compras mais inteligentes.

Não dá pra ganhar dinheiro viajando. A menos que você dê, com maestria, as mais preciosas dicas de viagem. Que seja preciso, e ofereça caminhos novos que eu jamais conseguiria descobrir sozinho.

Não dá pra ganhar dinheiro fazendo arte. A menos que você seja tão espetacular que emocione profundamente as pessoas, através do que faz. Que conecte, dê conforto, provocação, emoções que nos fazem nos sentirmos mais vivos. Isso vale o meu dinheiro.

Fazer o que você ama e ganhar dinheiro com isso é o desejo de 99% das pessoas. Fazer o que você ama depende só de você. Mas, pra receber dinheiro por isso, é preciso entregar, também, o valor que as pessoas amam.