A vida corporativa é caríssima

Cada cargo administrativo, cada procedimento, cada cadeia de comando e controle inflaciona o custo total.

E não estou falando apenas de dinheiro. A burocracia também tem um enorme custo emocional, humano, físico, ambiental, sistêmico.

A vida corporativa é mais cara porque tem mais intermediários.

E tem mais intermediários porque é mais movida pelo medo do que pela confiança.

Quanto maior a instituição, maiores são seus temores. Mais burocrática ela fica e mais lenta ela se torna.

Quanto maior a hierarquia, mais robotizado e desumanizado seu baixo escalão deve ser.

Quando há aversão ao risco, existe, por consequência, maior dificuldade para lidar com o imprevisto. Assim, criar o novo se torna impossível.

Tudo tem que passar por alguém, pelo chefinho, pelo chefe e pelo chefão. Várias vezes.

A instituição que é baseada puramente no controle conquista previsibilidade e pode até sobreviver no curto prazo. Mas o custo disso é se fechar pro mundo, não se abrir para o incerto e manter o status quo.

Um preço alto. Já que, rapidamente, mata a natureza caótica, criativa, viva e imprevisível de todos nós, seres humanos.