Ainda não dói o suficiente

Um camponês está sentado na varanda de casa, à toa.
Um amigo aparece para cumprimentá-lo e ouve um som medonho, um ganido agudo e prolongado, vindo de dentro da casa.
- Que som pavoroso é esse? - pergunta o amigo.
- É o meu cachorro - responde o camponês. - Está sentado num prego.
- Mas por que ele não levanta e sai dali? - quer saber o amigo.
O camponês pensa e então diz:
- Ainda não dói o suficiente.

A arte de pedir - Amanda Palmer

Por que continuamos repetindo os mesmos comportamentos destrutivos?

Por que continuamos dizendo “sim” pro que merecia um “não”?

Por que tentamos nos enganar?

Porque ainda suportamos, toleramos, nos adaptamos e aguentamos. Ainda não doeu o bastante. Não incorporamos a necessidade de sair dos pregos em que estamos sentados.

Se a dor for suportável, ela se manterá. Os mesmos erros são cometidos enquanto as verdadeiras soluções não forem aprendidas.