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“A mídia preferencialmente nos alimenta com histórias negativas porque é o que nossas mentes prestam atenção.” Peter Diamandis.

Tente ver o Jornal Nacional. Só desgraça. Más notícias nos colocam em alerta, mexem com nossos sentimentos, ficam na memória. É biológico, é natural.

Jornalistas se aproveitam disso. Os profissionais de comunicação deitam e rolam nisso. O facebook está cheio de lixo por isso. Se o fato não é digno de atenção, não ganha destaque, não ganha alcance, não tem audiência. O que é negativo aparece mais.

O mesmo vale para críticas. Podemos passar dias, meses e anos nos fixados nelas. Não importa quantos elogios venham em seguida, damos muito mais atenção a vaias do que a aplausos. Aquilo que nos ameaça é o tipo de informação que nos prende mais.

Não daria mesmo para prestarmos atenção em tudo, em cada estímulo. Por isso, ao longo de milhões de anos de evolução, nosso cérebro selecionou o que parece ser mais relevante para nossa sobrevivência. O emergente.

Em tempos de abundância de informação, o tiro sai pela culatra. Por conta do nosso detector de alerta, sobrevivemos. Mas, por outro lado, ficamos mais medrosos, desconfiados, decepcionados, depressivos e competitivos. Enxergamos o mundo como um lugar horrível e os humanos como péssimos companheiros.

Nossa mente, que é fácil de ser enganada, passa a acreditar que não tem jeito mesmo. Que estamos na pior. Mas isso não representa a totalidade, nem a realidade absoluta. As pessoas que mais assistem TV são as pessoas mais pessimistas que eu conheço. As que mais se jogam e vivem o mundo lá fora são as mais empolgantes que conheço.

Por isso, desligo a TV, deixo críticas passarem. Se elas não melhoram minha vida, não merecem minha atenção.

E pra você que é pessimista, tenho uma má notícia, que na verdade é ótima pra todos nós. Talvez você esteja errado. Dá o play.