As coisas acabam. E dão chances pra outras.

Ben Arment escreveu um bom livro, criou uma conferência de sucesso, lançou seu programa de coach. E parou com isso. Eu fiquei surpreso. Mas seu último texto no blog abandonado fez todo sentido. Lindo relato, grandes verdades e bons sonhos novos pra realizar. Vou traduzir ele pra você lá embaixo, vale a pena. Bola pra frente, é isso aí.

Ernst Gotsch transforma solos áridos em florestas que produzem comida. Suas agroflorestas são fantásticas. O trabalho se baseia nos processos naturais de sucessão das espécies. Podar é o grande pulo do gato. O corte de plantas fertiliza a terra e permite que todas cresçam mais fortes e mais rapidamente. Cortar para crescer, se transformar, tornar o campo fértil. Há algo a aprender aí. Vou por um vídeo pra você mais embaixo ainda.

As coisas na verdade não acabam, elas mudam. Os sentimentos e desejos se transformam e algumas ações deixam de fazer sentido. As estratégias se renovam, nossa linguagem e nossas vontades também. O que morre é instantaneamente convertido em alimento pro que vai nascer.

Nós podemos tentar resistir às mudanças. E sofrer. Porque elas vão acontecer de qualquer forma, mais cedo ou mais tarde.

Mas também podemos enxergar a beleza das transformações. São elas que fazem com que a gente chegue mais perto de quem realmente somos, lá no fundo. Seres expressivos, vivos e em constante processo de mudança.

As coisas acabam. E dão chances pra outras.


Por Ben Arment:

Começando de baixo, estamos aqui (ainda)

Já faz mais de um ano que eu não publico nada por aqui.

Blogs morreram.
(Exceto para blogueiros de meia idade lidos por outras pessoas de meia idade.)
(O Twitter matou a estrela dos blogs.)
(E o Instagram matou a estrela do Twitter.)

Mas eu tinha que escrever isso em algum lugar, e eu não mantenho um diário.

Um bom amigo meu recentemente adquiriu a conferência STORY, não é mais minha.
Eu engavetei o coaching Dream Year.
Deletei minha conta no Instagram.
Decidi não viajar este ano.
Não tenho uma única coisa na minha agenda.

Temos um novo bebê em casa.
E a mais adorável garota de três anos.
Eu tenho feito cursos de cordas com os meus três meninos.

Acordo todos os dias, faço um exercício, em seguida, passo algumas horas com meus filhos.
Por volta das 10h, escrevo uns e-mails e arrumo a casa.

Após o almoço com a minha família, eu saio para escrever durante várias horas. Ficção.

Eu tenho trabalhado em um romance por quase dois anos.
Duas horas por dia durante dois anos. Vou concluir dia 28 de fevereiro.
Foi a coisa mais proveitosa, porém agonizante que eu já fiz.

E mais, eu estou começando por baixo neste ofício.
Vinte anos de uma carreira jogada ralo abaixo.
Tudo porque eu não posso guardar as histórias dentro de mim.

As pessoas continuam perguntando: “E aí?"

Acho que a última década foi sobre a construção de uma plataforma para a maioria das pessoas.
Vendendo nossas almas pro demônio das mídias sociais.
Em seguida, tentamos convencer as pessoas que eramos "especialistas".

Nesse meio tempo, nós perdemos nossas identidades, ficamos permanentemente em "modo post" e, geralmente, deixamos o rabo abanar o cachorro de nossas vidas.

Acho que estamos entrando em uma nova temporada para obter nossas vidas de volta.
Passar tempo com as pessoas que realmente se preocupam,
E fazendo coisas boas que nós amamos.


Sobre o lindo trabalho de Ernst Gotsch.