Pare de ler e faça

“Quanto mais você lê, menos você se sente pronto.”

Ouvi essa hoje, num papo franco. E é verdade. Referências, inspiração e conhecimento trazem a percepção de que estamos aprendendo mais, nos preparando mais. Mas também a sensação de que a busca não tem limite. Somos muito pequenos diante de tanta sabedoria que tem por aí.

Uma coisa puxa a outra. Tem guru demais, conceito demais. Dá pra ficar a vida inteira e mais um pouco estudando, pesquisando e se capacitando. Afinal, precisamos aprofundar mais antes de agir. Somos ótimos em ampliar nosso espectro do que sabemos que não sabemos. Muita informação. Angústia. Paralisia. Mais leituras? Mas o intuito não era agir?

Eu adoro livros. Porém, termino poucos. Já sofri por isso. Hoje, entendo que posso parar de ler um quando eu quiser. Não serei um ser humano pior por isso. Posso retomar depois, ou nunca mais, e tudo bem. Leio vários ao mesmo tempo. No meu tempo.

Se você realmente quer fazer algo com o que aprendeu lendo, tem que fechar o livro e agir. Respirar fundo. E fazer. Deixar a teoria descansar e mergulhar na práxis.

O ponto é que a gente nunca estará pronto mesmo. Só precisamos confiar um pouquinho no que já está em nós. E incorporar mais aprendizados no caminho, botando em prática e experimentando com as próprias mãos. Fechando o livro, temporariamente, e fazendo.