Um ano de vida

Hoje, este blog faz um ano de vida. E eu faço trinta e um.

Reli o primeiro texto, escrito há 365 dias, e percebi como tudo continua verdadeiro. Mas, ao mesmo tempo, distante. Não parece que foi ontem, parece que faz uns cinco anos que começamos.

Este blog estreiou sem assunto pré-definido, sem pauta, sem nada. Mas com um objetivo: compartilhar o que tenho aprendido diariamente. Minha jornada em busca de mais autonomia e liberdade acabou se tornando minha inspiração e meu norte. Dancei pelo empreendedorismo, pela economia colaborativa, pela aprendizagem livre e pela arte de começar pequeno. E até agora estou longe de encontrar um tema no qual este blog se encaixa (já nem acho mais tão necessário). As coisas mudam.

Aprendi muito nesse ano, amigos. E continuo aprendendo. Desde que escolhi deixar de viver a vida que se espera para viver a vida que eu espero viver, entrei num vórtice de aprendizados intensos e profundos, que seguem borbulhando em mim. O aprendizado se tornou mais fresco, real, vivo.

Mas também já mudei de ideia, várias vezes. Já me desiludi e fui atrás de outras possibilidades. Isso também é aprendizado. E só me dei conta porque eu registrei as mudanças enquanto elas aconteciam, sem saber do valor que isso teria pro meu eu do futuro.

Descobri que só percebemos nossas mudanças quando deixamos pistas. Como as migalhas de pão no caminho de João e Maria. Nós também precisamos deixar nosso rastro para trás para que, quando perdidos, a gente encontre nosso caminho de novo.

Muitas vezes não houve tempo para mastigar e digerir os aprendizados. Várias vezes escolhi as piores palavras para transformá-las em aprendizados. Algumas vezes fui teimoso, arrogante, estúpido, errado. Tantas vezes fiquei com preguiça, com medo e acreditando que o próximo seria o último texto deste blog.

Muitas vezes fui lido, compartilhado, comentado, elogiado, adicionado, procurado. Várias vezes me orgulhei das palavras que escolhi para transmitir minhas ideias mais profundas. Algumas vezes consegui me escutar, escrever com o coração. Tive a certeza de que este blog foi o melhor presente que eu já me dei.

Ler os textos antigos, neste momento, tem sido mais prazeroso do que escrever novos. Os velhos me ajudam a lembrar onde estava e pra onde queria seguir andando. Eles me ajudam a perceber as mudanças em mim. E me lembram de que a vida passa e precisa ser vivida, descoberta, transformada.

Se eu puder te dar uma sugestão, daria: registre frequentemente o que você está vivendo. Um dia será muito valioso para você enxergar sua transformação. A vida é mudança. E não há presente maior do que sentir a vida acontecendo.

Sou muito grato a você, que segue me lendo, que chegou agora, que chegou faz tempo. Você alimenta a vida em mim. Seguimos juntos. Até o próximo aprendizado.