Conexão com "os outros"

"Encontrar conexão com as pessoas que percebemos como "os outros" é o nosso mandato coletivo. Talvez a conversa seja sobre algo diferente de política - algo pequeno que compartilhamos em comum. Eu não acho que vai ser fácil, mas eu acredito que é o único caminho a seguir." - Brené Brown.

Nas últimas semanas, cada vez que estou em grupo, num curso, ou entre amigos, pergunto quem conhece Whindersson Nunes. Metade diz que conhece, metade não.

Se você é da turma que não conhece, veja um vídeo dele. E junte-se a quase 15 milhões de pessoas. O piauiense é criador do maior canal brasileiro no YouTube, maior que Porta dos Fundos. É uma das pessoas mais influentes do mundo nesse meio. É ídolo de um monte de gente que, talvez, esteja fora do teu círculo.

Estamos todos vivendo nossas bolhas de entretenimento, opinião, política e visão de mundo. Whindersson é um exemplo de como a nossa bolha é restrita, dentro de um mesmo país. Estamos completamente distantes de tantas pessoas que também vivem suas próprias bolhas ao nosso lado.

Se os algoritimos do Facebook e Google nos oferecem informações que tendemos a gostar, é nosso dever ir além e ter contato com o diferente, o inesperado, a história inversa.

Há um planeta inteiro acontecendo na Ásia que não chega até nós. Existe uma infinidade de lutas, dores, sabedorias e aprendizados acontecendo aqui pertinho, no Brasil, gritando sem a nossa atenção. Criar conexões exige um comportamento ativo, porta aberta.

Separação é uma ilusão. Estamos intimamente conectados. Respirando o mesmo ar, convivendo no mesmo planeta, transferindo o mesmo dinheiro, trocando as mesmas moléculas, dia após dia, ano após ano. Conviver não é uma escolha, é a única chance que temos.