Seu melhor projeto é o próximo

"Comece. Falhe. Aprenda. Mude. Tente de novo. Acerte. E assim sucessivamente." - Luciano Braga.

Um professor de artes dividiu sua turma em duas.

Para a primeira, prometeu a melhor nota àqueles que entregassem o melhor pote de cerâmica ao fim do curso.

Para a segunda metade, a melhor nota ficaria com os que fizessem a maior quantidade de potes. Mais potes, mais nota.

Os estudantes da Turma Um ficavam alisando seus potes, em busca de perfeição e qualidade. Os da Turma Dois modelavam a todo vapor, a torto e a direito, em busca de quantidade.

A moral da história é que, no fim do curso, o último pote do pessoal da quantidade era muito melhor do que o único pote “perfeito” do pessoal da qualidade.

Essa é mais uma história que roubei do livro do Luciano Braga, o Projetos Paralelos. Eu não conheço a procedência dela. Mas você pode imaginar o quão possível ela é. E, pra nós, isso basta.

Não podemos nos apegar ao pote de cerâmica perfeito que acreditamos que somos capazes de fazer. Precisamos quebrar muitos potes e fazer muitos outros bem ruinzinhos para chegar a um bom. Como consequência, e não objetivo.

Fazer muitos potes não vai dar mais trabalho, nem vai tomar mais tempo do que ficar lambendo um só. Vai exigir, apenas, mais humildade.

A qualidade não vem da busca por qualidade. Mas sim da constante prática. Vem como subproduto da experimentação, do teste, da quantidade de vezes que a gente tenta, erra, se frustra e aprende fazendo de novo.

Isso é evolução. Natureza. Darwin. Tentativa e erro, transformação, adaptação.

Seja qual for o seu projeto, livre-o da pressão da qualidade. Crie espaço para que ele seja feito, refeito e entregue várias vezes. Lance, põe pra rodar. Aceite que ele é apenas um. O melhor pote é o próximo. O melhor projeto é o próximo. Porque herdará os aprendizados da última versão.