Por que parei de "me livrar"

"Passa pra frente. Mata. Se livra."

Quando entro no modo "quero me livrar disso", ligo o sinal de alerta.

"Não estou contribuindo verdadeiramente, porque estou trabalhando nisso mesmo?" Tento resolver ou finalizar, de verdade, sem fugir.

Simplesmente "me livrar" raramente é uma boa opção. Nem por pressa, nem pra não esquentar a cabeça, nem por dinheiro. Por que "me livrar" nunca me fez ser mais livre. Só me fez ser mais ignorante.

Mas é o que mais acontece no mundo do trabalho. Quantos de nós vive se livrando da segunda-feira, do trabalho, do tempo, da responsabilidade?

Se a gente não se importa com as coisas e as pessoas, elas não se importam com a gente também.

Quando nos livramos, não nos envolvemos, não cativamos, não assumimos responsabilidade, não criamos vínculos, nem relações. Não resolvemos nada.

"Se livrar" não livra ninguém, não liberta. Pode até aliviar a barra por um instante, mas gera problemas na frente. Problemas sistêmicos, mais complexos, que voltam como bumerangue.

E aí, a gente vai se livrar como?