Uma história sobre o Perfeccionismo

Ai está o Perfeccionismo.

Sedutor, se faz de bonzinho e te promete um projeto que vai te dar orgulho.

Se você se apegar a ele, ele jura, se tornará uma pessoa fazedora, incrível e genial.

Mas, na verdade, o Perfeccionismo é traiçoeiro.

Ao cair na sofisticada estratégia dele, você ganha autorização para analisar um pouco mais, se preparar um pouco mais, mexer um pouco mais e concluir muito menos.

O Perfeccionismo é mestre em te convencer a deixar o teu projeto pra depois com o argumento de que vai ser bem melhor assim. Quando o Perfeccionismo é bem sucedido, seu projeto não fica pra depois, fica pra nunca mais.

O maior aliado do Perfeccionismo é o Medo. Ele vem cheio de perguntas futurísticas: "o que os outros vão pensar? E se não ficar bom o suficiente? E se não der certo?”. E lá no fundo: "eu sou bom o suficiente?”.

Covarde, o Medo só sai de cena quando chega a Aprovação. Quando ela vem, ele vai embora. “Muito bem” e tapinha nas costas costumam ser suficientes. Mas, se o Medo é grande demais, não há Aprovação que o carregue embora.

A necessidade de Aprovação é a melhor amiga do Perfeccionismo. Por não aceitarmos quem somos e o que fazemos, hoje, agora, com o que temos, ficamos esperando pela Aprovação.

Acreditamos que a Aprovação virá com o Perfeccionismo. Mas, traiçoeiro que é, o dito cujo não ajuda. Só atrasa o projeto.

Isso faz com que muitos outros personagens dessa história nem dêem as caras. Como a Experimentação, a Prática, a Criatividade, a Colaboração, a Abertura, o Feedback, o Aprendizado e a Evolução.

Num ciclo sem fim, o Perfeccionismo esconde o Medo, que chama a Aprovação, que alimenta o Perfeccionismo.

Só há um jeito de acabar com este ciclo e revelar os outros personagens. É preciso mandar o Porfeccionismo se fader.

Inspirado pelo genial James Victore.

Inspirado pelo genial James Victore.