Habilidades são meios, não fins

Você trabalha com comunicação, design, administração, programação, marketing, finanças, uma dessas coisas que se associa a outras para fazer sentido.

Essas atividades são ferramentas, meios. E não fins, em si. Estão sempre a favor de algo, uma escolha. Se você não escolhe, alguém te escolhe. Comida, educação, saúde, tudo que precisa ser comunicado, gerenciado, ou vendido procura por essas habilidades.

Portanto, ao aceitar trabalhar para um cliente ou empregador, nós, que damos suporte, estamos emprestando nossos superpoderes e ferramentas. Nossas habilidades para fazer algo “externo" acontecer.

Geralmente, quanto mais nos especializamos tecnicamente, mais somos requisitados por conta das nossas habilidades do que por nossos sonhos e desejos. Porque somos bons manejadores de mouse, administradores de Excel, tecladores de código.

Aos poucos, se torna comum ser, cada vez mais, uma engrenagem a favor de qualquer coisa. Clientes, projetos e empresas que não expressam, necessariamente, afinidades, assuntos que nos importam.

Mas podemos nos portar de forma diferente. Programadores que só fazem software para colaboração. Comunicação para projetos de impacto social. Design para empresas orientadas por fortes propósitos.

Ou, ainda, administradores que empreendem o café dos seus sonhos, contadores que criam seus projetos sociais. Pessoas que estão à favor dos próprios projetos, do que acreditam, do que querem expressar no mundo. Artistas que colocam sua arte à favor do mundo que querem construir. Se conseguimos trabalhar para os outros, teoricamente, conseguimos trabalhar para nós.

Designers, comunicadores, marqueteiros, administradores, financeiros, criadores, executores, há um poder enorme em nossas mãos. Não precisamos ser, apenas, as mãos de outros cérebros e corações. Podemos colocar nossa própria alma e amor para manejar nossas próprias mãos.