Já estive pior. Vai passar.

Nos últimos dias, escrever tem sido mais difícil.

Não tenho nada de incrivelmente novo acontecendo, nem inspiração para trazer algo relevante pra você.

Tenho vivido momentos de desânimo ao longo dos dias e, no fim deles, tento escrever algumas linhas.

Ultimamente, não sai nada, procuro por algumas palavras inspiradoras em livros e pela internet, reproduzo aqui e vou dormir.

Assim, me livro deste trabalho que escolhi e deixo de tratá-lo como arte, com amor e intensidade.

Hoje, por exemplo, apelei para a terrível escolha de escrever sobre não conseguir escrever.

Mas, ainda assim, continuo.

Estou cumprindo meu compromisso diário. Já faz um ano e meio que comecei e não deixei de publicar um único dia sequer.

Continuo publicando porque sei que estou em transformação o tempo inteiro. Se espero passar muitos anos da vida escrevendo, passarei por outros curtos e longos períodos ruins como este.

Pode ser que venha uma maré de boa sorte e eu embale uma sequência inspiradora. Por enquanto, nada.

Ainda assim, eventualmente, nesse mar de zica, vai sair algo bom e que me enche de orgulho.

Mas, pra maré mudar, é preciso manter a regularidade.

Sigo errando. De vez em quando, rola um acerto. E esse acerto vale a pena. Se publicar todos os dias e só 10% dos textos ganharem cinco estrelas, terei 36 bons textos depois de um ano. Antigamente, não escrevia nem um.

Acredito que qualidade vem de quantidade, prática, hábito, experimentação. Adoro a história dos potes de cerâmica. Todo dia vai ter um pote novo aqui, mesmo que seja ruim. Grato por me acompanhar.

Essa zica? Vai passar.

Tenho aqui um post-it que escrevi há muito tempo. Pra falar a verdade, não me lembro nem o porquê. Mas vale pra mim, e pode ser que valha pra você também.

Me lembrar que já estive pior. Vai passar.

Me lembrar que já estive pior. Vai passar.