Sobre os deslizes da semana

Talvez a palavra marketing te dê arrepios. Pra mim, 99% do que se fala sobre é bobagem. Mas eu gosto do jeito que Seth Godin enxerga.

Em tempo de Zebeleo, Somos Todos Paralímpicos e outros deslizes, sinto que vale a pena lembrar. (Perdeu essas histórias? Dá uma Googladinha.)

Fiz uma tradução abaixo sobre o "Marketing em quatro passos" segundo Seth.

"O primeiro passo é inventar uma coisa que merece ser feita, uma história que merece ser contada, uma contribuição que merece uma conversa a respeito.

O segundo passo é desenhar e construir de um jeito que as pessoas vão se beneficiar e se importar.

O terceiro passo é um que deixa todo mundo em polvorosa. Este é o passo em que você conta a história para as pessoas certas, do jeito certo.

O último passo é muitas vezes esquecido: É a parte em que você se apresenta, regularmente, consistentemente e generosamente, por anos e anos, para organizar e construir confiança na mudança que você quer proporcionar."

A gente pode oferecer o que quiser. Paga quem quer, é verdade. A gente pode tentar aproveitar a onda do momento. Ou fazer uma grana. Chamar atenção. Tudo é possível.

Mas o lance pode ser muito mais profundo que isso. Muito mais.

Há um tipo de oferta aparentemente esquecida, que faz toda a diferença.

A oferta que é profundamente verdadeira. O projeto, empreendimento, ação que se confunde com arte, porque é expressão real de seres humanos que são, pasmem, humanos.

Temos sede de significado, sensibilidade, de conversas que realmente importam, de benefícios reais e mudanças genuínas.

Se quer brincar sério, tem que aprofundar mais. Buscar lá dentro o que é digno de confiança. O que pode, de verdade, resolver problemas reais com significado.

Qualquer coisa menor do que isso vai passar batido. Ou ficará no nível da zoeira. Em última instância, vai cair no repúdio e humilhação. São possibilidades e opções.

Possibilidades que vão passar. Com dedicação, viram aprendizado e seguimos em frente.

Sempre é possível tentar de outro jeito, deixando a superfície pra trás e mergulhando mais fundo da próxima vez.

Quem sabe, criando arte que vale a pena.