A riqueza da margem

Por que criamos modelos educacionais baseados em silêncio, obediência e na transmissão de conhecimento de um para muitos?

Enquanto estava na escola e, depois, na faculdade, questionei muito o desperdício de inteligência ao não possibilitarmos que as pessoas simplesmente interagissem, conversassem, criassem juntas.

Há algo de muito valioso sendo ignorado entre nós. Algo que geralmente fica à margem, tratado como menor porque não vem de um especialista. Precisamos valorizar o conhecimento livre, despretencioso, não-científico também. Porque a vida é desespecializada, caótica, livre.

Em ambientes rígidos e controlados, cada vez mais o novo, relevante e transformador estará nas conversas informais, nos corredores, no break. Longe das estruturas tradicionais, previsíveis e inférteis.

Há muito a aprender com o outro, com a escuta atenta, com a abertura, com a livre interação. Com o olhar único e especial que cada vida carrega.

Hoje estive facilitando um grupo com a intenção de cocriar seus projetos no curso Empreendedorismo Criativo da Perestroika. E pude sentir, mais uma vez, como somos coletivamente generosos, sábios e suficientes, se criarmos espaços para trabalharmos horizontalmente.