O ponto de parar de pensar e agir

“A verdade inconveniente é que chega um ponto em que você precisa parar de pensar e simplesmente agir.” - Roman Krznaric

Talvez você, assim como eu, já se pegou pensando demais, além da conta, antes de agir.

Planejando, medindo, criando, pirando, se fechando na própria cabeça e se descolando da realidade. O pior é que, quando chegamos nesse ponto, não nos damos conta. Seguimos acreditando em nossas conclusões precipitadas.

Aí rola aquela pequena ação. Cheia de expectativa e, naturalmente, frustração. Ou, então, não rola nada e mais uma grande ideia foi pra gaveta.

Talvez você, assim como eu, depois de agir, mergulhou novamente em novos pensamentos. Avaliações, críticas, julgamentos. Tentando se proteger do próximo erro.

Parece que, em geral, este é o processo. Às vezes mais bagunçado, longo. Outras mais claro e preciso. E a ação fica ali, comprimida, ou inexistente.

Tenho buscado ciclos mais curtos. Porque eles geram mais aprendizado e evolução. Pensamento e ação, se alternando propositalmente. Fazendo com que o ponto em que paramos de pensar para agir não chegue só quando estafamos.

É uma busca diária refletir e agir em pequenos ciclos. Já que vai na contra-mão do que aprendemos na escola - a eterna preparação. Ou o que vivemos nas organizações baseadas em hierarquia e burocracia.

Ciclos curtos são mais rápidos, baratos, oferecem menor risco e maiores aprendizados.

Não é pra quem tem coragem. É pra quem se ligou que, inevitavelmente, há uma hora em que é preciso parar de pensar e, então, fazer. Se esse ponto for frequente e escolhido intencionalmente por você, melhor.