Pássaros aprendem a voar caindo

Criar envolve riscos. Empreender envolve riscos. Viver também.

É por isso que temos escolas, universidades e empregos. Desenvolvemos instituições que visam mitigar os riscos de aprender caindo. São ambientes, em tese, "seguros" para aprender antes de se lançar.

Simulam a experiência livre e verdadeira que é se responsabilizar, buscar autonomia e descobrir como voar, voando. Apenas simulam, e isso muda tudo.

Porque cair, nas instituições que temos, é inaceitável. É preferível estudar cientificamente ou planejar estrategicamente do que, simplesmente, se pôr a voar. 

Ganhamos confiança para saltar, dessa forma? Não. Criamos um medo terrível de explorar qualquer coisa para além dos muros universitários e cargos profissionais.

De tanto mergulharmos, teoricamente, nos riscos, deixamos de aceitá-los, ou de assumir os riscos toleráveis. Confundimos as incertezas com perigos reais. Tememos sair do ninho porque, claro, nunca estivemos fora dele.

No fim das contas, apenas vivemos as experiências escolares e corporativas nos protegendo da falha, desperdiçando o potencial dela, já que é uma excelente fonte de aprendizado tácito. 

Como os pássaros aprendem a voar?

Com prova, diploma, estágio, trainee?

Não. Caindo.

Pássaros aprendem a voar caindo. Por James Victore.

Pássaros aprendem a voar caindo. Por James Victore.