Feliz ano novo

Já é dois mil e dezessete e a gente segue fazendo promessas de ano novo. Seres humanos que somos, parece mesmo que precisamos de marcos, fins e inícios de ciclos e datas especiais pra tomarmos uma atitude.

Li que hoje é blue monday, o dia mais triste do ano pra quem vive no hemisfério Norte. As festas acabaram, ficaram as dívidas. O tempo ruim desanima. A terceira segunda-feira do ano prova que todas aquelas promessas eram só promessas.

Dezesseis de janeiro desanimador é a prova real do quão frágeis e sensíveis somos ao mundo externo. Não adianta vestir branco, pular sete ondas, nem comer lentilhas.

Se tem uma coisa que tenho aprendido nessa busca por autonomia e liberdade é que não importa se o tempo está bom ou ruim, vai passar. Principalmente se a gente assumir a responsa e trabalhar por isso. Vai passar. Tudo muda e continuará mudando. Quer queira, quer não.

Pra este ano, desejo que a gente aceite as mudanças como elas são, parte da vida. Que a gente consiga se transformar, adquirir novos hábitos e tomar mais consciência por que a gente quer, no tempo que a gente consegue.

Desejo que a gente extrapole os dias festivos, as férias, fins de semana e segundas, as resoluções de ano novo. Que a gente viva um ano inteiro como se ele fosse sempre novo, fresco, como uma página em branco esperando pelos nossos rabiscos.

Que a gente não espere a hora certa, nem nos sentirmos prontos. Que a gente não espere por todas as condições perfeitas para fazer o que mexe com a gente. Que tenhamos um pouquinho de coragem e inconsequência pra começar. E ai então, que a gente pegue no embalo e descubra que nem era tão difícil assim. Era só começar o projeto novo, a vida nova, o ano novo.