Meus cinco maiores aprendizados

Rafa Cappai me convidou para participar do Galaxya Live, evento da Espaçonave.

Sugeriu me apresentar contando meus cinco maiores aprendizados nessa jornada empreendedora.

Aqui eles estão.

1. Essa é uma viagem de autoconhecimento.

Pra gente pôr pra fora um projeto, uma arte, uma história significativa, temos que nos conectar com o que vem de dentro. Nossos medos, amores, limites, desejos, nossa infância e visão de futuro, por exemplo, são matéria-prima para nossa criação. E como as boas road trips, o caminho é a viagem, e a viagem é o caminho. Teremos lindas paisagens, uns bons perrengues e a chance da vida se apresentar a cada conexão que a gente faz ao caminhar. Mais do que construir uma coisa, ganhar dinheiro, ajudar alguém ou fazer o que gosta, sinto que empreeender é sobre um longo e profundo mergulho em si próprio. E quanto mais a gente está com a gente, mais a gente está com o outro e com o mundo.

2. Entregue valor, receba valor.

Em cada ação, pequena ou grande, me pergunto se o que estou fazendo gera valor pra alguém. Esse texto, pode ajudar alguém? Esse  pensamento, vai resolver o problema de alguém? Estou mesmo criando algo valioso ou apenas planejando, me preparando e, no fundo, adiando e evitando viver a vida? Enquanto um texto está só comigo, ele não criou valor pra ninguém. Quando entrego abertamente, tenho alguma chance. Além de entregar, hoje, entendo que qualquer negócio só existe quando a gente recebe valor. Na medida em que as pessoas recebem o valor que criei, eu tenho a possibilidade de receber algum valor delas. Inclusive dinheiro. Esse ciclo de entrega e recebimento dá energia para mais entrega e acolhimento. E assim vamos fluindo e equilibrando.

3. Pequenos passos funcionam.

A gente acha que são os grandes projetos, as maiores decisões e os momentos que sempre esperamos que fazem a coisa acontecer. Mas não, é o cotidiano, as coisas que fazemos todos os dias que constituem a grande história que estamos criando. Os pequenos e mais simples passos, com consistência, nos levam a uma grande caminhada. Cada grande sonho que nasce em mim viram pequenas tarefinhas realizáveis, vou fatiando e passando. De vez em quando, olho pra trás e me pego surpreso: como foi mesmo que cheguei aqui? As conquistas e derrotas estavam acontecendo a todo instante, em cada passinho. No fim das contas, a vida é só processo e transformação mesmo. Não tem nada além disso. 

4. Estabeleça teus próprios parâmetros de sucesso.

A gente nasce e já empurram pra gente que temos que tirar boas notas, termos bons empregos, uma casa bacana, uma aposentadoria segura. E mal dá tempo de nos perguntarmos, é isso mesmo que eu quero? O que é sucesso pra você, não precisa ser sucesso pra mim. Quando a gente se livra do que nos deram pronto, diminuímos as possibilidades de frustração, tomamos consciência das nossas escolhas nos responsabilizamos pela nossa caminhada.

5. Abertura e conexão acolhem todos os medos.

Quando nos sentimos as piores pessoas, nos frustramos e alimentamos nossos medos, tendemos a nos fechar. Criamos separação, muros e julgamento. Numa cruel bola de neve, o isolamento nos leva a mais temores. Preciso me lembrar: para acolher e integrar os medos, preciso de mais abertura, verdade, vulnerabilidade. Assim nasce mais conexão, aceitação, apoio. Magicamente, ou não, os medos são afagados, se transformam e viram compaixão.