Em qual projeto me envolvo?

Em qual projeto me envolvo? Este ou aquele? Qual é a melhor ideia? Qual é mais promissora? O que priorizar?

Não sei. Só sei que um dia chegou esta frase a mim: “Você pode fazer qualquer coisa. Mas não pode fazer tudo.”

Não tem jeito, tem horas em que a gente tem que escolher. Pegar um caminho e ir. Os outros ficam na gaveta, pra quando der. Ou ganham nosso tempo livre.

Você devia fazer engenharia, devia arranjar um bom emprego, devia fazer um concurso público. Isso, se quisesse seguir um caminho com respostas certas e previsíveis. Porém, se você está me lendo, provavelmente está em busca de caminhos alternativos.

Quando estamos falando de caminhos não dados, existem muitos. Infinitos. Várias ideias, oportunidades, possibilidades. Umas que dão dinheiro, outras que dão satisfação, algumas que dão aprendizados, outras que dão um pouco de cada. Esta é a vida não-linear, exponencial, em rede.

Vamos celebrar. Se nos mantivermos conectados, oportunidades não vão faltar. O sentimento de perda que surge quando escolhemos uma ideia, em detrimento de outra, só faz sentido quando temos escassez de possibilidades. Em um mundo abundante, relaxa, as outras portas estarão lá, mesmo que você escolha uma, desta vez.

Quando fazemos nosso próprio caminho, as respostas não são tão óbvias. O grande desafio da vida em busca de autonomia é escolher o próximo passo por si. Não há caminho pronto. Mas, talvez, existam alguns questionamentos pra se fazer.

Entre as coisas que você quer fazer, qual delas mais entrega valor pro mundo? Qual delas mais te faz receber valor do mundo?

Qual das possibilidades faz você viver os dias que você quer viver?

Você realmente quer fazer seu projeto, ou apenas quer que ele exista no mundo?

Esta é uma briga que você quer se envolver?

Esta jornada vai fazer você se conectar com pessoas que você gostaria de ter por perto?

E, a melhor, este caminho tem um coração?

"Antes de embarcar em qualquer jornada, faça a pergunta: Este caminho tem um coração? Se a resposta é não, você saberá, e então você deve escolher outro caminho. O problema é que ninguém faz a pergunta; e quando uma pessoa finalmente se dá conta de que tomou um caminho sem um coração, o caminho está a ponto de aniquilá-lo. Nesse momento, muito poucas pessoas conseguem parar para deliberar, e abandonar aquele caminho. Um caminho sem um coração nunca é agradável. Você precisa dar duro só para aceitá-lo. Por outro lado, um caminho com um coração é fácil; ele não exige que você se esforce para gostar dele." - Carlos Castaneda.