Vida em comunidade

Estamos vivendo ilusões de conexão.

Passamos os olhos por centenas ou milhares de pessoas no nosso cotidiano urbano.

Colecionamos amigos e seguidores nas redes de Zuckerberg.

Mas isso tudo não significa que estamos cultivando relações.

Mesmo cercados de pessoas, solidão é um sentimento comum do nosso tempo.

Os espaços pra conexão profunda são raros e preciosos.

Estou cada vez mais interessado nos Cohousings, espaços de moradia intencionalmente voltados para convivência e colaboração. Com espaços individuais e espaços comuns .

Li sobre, pela primeira vez, em uma reportagem da Trip. Era sobre um grupo de aposentados que resolveu abandonar seus isolamentos em apartamentos urbanos para viverem em comunidade.

Depois, descobri os cohousings dinamarqueses no documentário Happy, que viajou o mundo descobrindo o que é felicidade em diferentes culturas.

Em São Paulo, conheci a Lilian, que toca o Co-Lares, estuda o tema desde 1980 e promove encontros pelo Brasil afora.

E, agora, este TED.

Vida em comunidade tem sido um Norte e um desafio.

Conexão de verdade pede entrega, escuta, tempo.

Com ela, vem confiança, profundidade, aceitação. E algumas tretas, claro.

Ainda assim, me parece muito mais inteligente e divertido conviver do que me isolar.