Faz teu site, tua casa na internet

“Não pense no seu site como uma máquina de auto-promoção, pense nele como uma máquina de auto-invenção.” - Austin Kleon.

Tenho uma amiga que tirou sarro de mim quando comecei meu site pessoal.

Fazer isso era coisa de quem quer aparecer, se promover.

Era arrogante, sem sentido, porque site é coisa de empresa, cachorro grande.

Ter um email larusso@larusso.com.br, então, era coisa institucionalizada demais, sem humanidade.

Mas as coisas mudaram.

Pra mim, um site pessoal é como se fosse nossa casa na Internet.

Um lugar pra ser encontrado, para experimentar e me posicionar.

É um jeito das pessoas saberem o que está acontecendo, o que estou fazendo ou desejando fazer.

É, principalmente, um lugar livre pra minha linguagem, minha opinião, minhas tentativas de me expressar.

Sites são uma forma de contar história, criar reputação e, ao longo do tempo, proximidade, conexão e confiança.

Este é um lugar para além das plataformas, das mídias sociais.

O Orkut já foi a coisa mais legal da intenet e acabou. O ICQ, o MSN Messenger, o mIRC, o My Space, o Snapchat viraram história.

Chegará o fim do Facebook, do Instagram, do Medium, do Youtube e do Linkedin (que este acabe antes).

Mas a gente fica.

O nosso nome não vai mudar tão cedo.

E ninguém vai mexer nesse algoritmo sem a nossa autorização.

Ainda que a gente empreenda uma marca, tenha um emprego, ou se esconda atrás de uma instituição, um site pessoal é o ambiente para todas as histórias que aconteceram ou acontecerão.

Há nove anos registrei o domínio larusso.com.br.

No começo, o endereço te mandava pro meu portfólio como designer e publicitário.

Depois, foi um blog que registrou meu tempo de transição, entre a demissão e o primeiro empreendimento.

Foi quando empreendi Nós.vc, Estaleiro Liberdade, Unlock e outras coisas mais.

Parei de blogar e o site virou um portfolio dos projetos que toquei.

Há três anos, tirei tudo do ar e veio este blog.

Recomecei com um post e só.

Sem “Sobre”, sem fotinho, sem nada. Só o primeiro texto.

Veio o segundo, o terceiro, centenas deles, newsletter, livro, curso, alguns emails, convites, clientes, leitores e amigos.

Ter um site é uma oportunidade pra gente registrar nossas transformações.

Em 2017, fiz alguns sites de pessoas incríveis como o Amuri, o Jader e o Alemão pelo Hell Yeah.

Se eu puder te sugerir, aproveita esse 2018 para fazer o teu.

Não precisa começar completo, nem bonito.

Tente fazer com o que você consegue. Seja Wordpress, Wix, Blogger. Tenho usado Squarespace.

Este é certamente um baita investimento para fazer na vida. É aquela coisa, a gente cutuca o mundo e ele nos cutuca de volta.