Sobriedade

Pepe Mujica é uma pessoa de frases simples e fortes.

Gosto muito da palavra “sobriedade”.

O modelo de vida frenético, competitivo, de acúmulo, individualista falhou.

A corrida sem fim pelo próximo item de consumo não faz sentido.

Nos satisfaz por alguns instantes e gera prejuízos duradouros.

E assim nos perdemos numa vida voltada ao trabalho e ao dinheiro.

Não é dinheiro. É tempo. Tempo de vida sendo trocado por coisas que não importam.

Mujica fala de uma sobriedade voluntária.

Gostaria muito de entender - e praticar - mais essa ideia.

Enxergo com muito mais carinho um estilo de vida baseado em moderação, equilíbrio, serenidade.

Me parece que este caminho, também entendido aqui como “Small is beautiful”, Equanimidade, Decrescimento, Suficiência, é o único possível neste mundo de impactos individuais, sociais e ambientais exponenciais.

Tenho pensado mais sobre o “como?”, já que o “o quê?” e o “por quê?” se apresentam mais claros, pra mim.

Algumas pistas que têm se apresentado:

  • Ser corajoso para praticar “nãos”.
  • Reconhecer os próprios privilégios.
  • Criar conexões e rede de apoio.
  • Desenvolver consciência sobre um estilo de vida minimalista.
  • Curtir a vida que é de graça.
  • Reconhecer que esta é uma longa caminhada.
  • A cada desejo de consumo, perguntar se realmente preciso.
  • Consertar, trocar, estender a vida do que já tenho.
  • Cultivar trabalhos que desenvolvem autonomia.
  • Entregar valor de forma inclusiva, com consistência e generosidade.
  • Encarar a caminhada com leveza, dando pequenos passos.
  • Me livrar da necessidade de aprovação alheia.
  • Abrir mais fluxos do que acumular.