Menos "ou" e mais "e"

Mais possibilidades, menos certezas.

E aí vêm as dúvidas, as inseguranças. Juntamente com os especialistas, os gurus, os coachs, os políticos, os pitaqueiros.

Para cada problema confuso, uma solução dura e concreta.

Até que surge um conta-ponto e vamos todos pra outro lado em manada.

Ou nos armamos para lutar contra os errados do outro lado.

Dormir o quanto precisar ou começar às 5h? Escutar as pessoas ou acreditar na própria proposta? Distribuir conteúdo ou restringir? Programas sociais ou livre mercado? Direita ou esquerda?

Cada vez menos acredito em “ou”.

Possibilidades binárias e excludentes não dão conta da vida real. Porque a vida é complexa, abundante e diversa.

Escutando o Mamilos “Saída: Direita ou Esquerda?”, entrei em contato com uma síntese do Denis Burgierman que me contempla. Estamos vivendo uma era cheia de complexidades e, como tal, precisamos de soluções igualmente complexas.

Todas as escolhas e jornadas que vivemos são muito mais cheias de detalhes, contextos e possibilidades do que ir pra um lado ou outro.

A gente vai ter que ir pra algum lugar, mas provavelmente não teremos apenas dois caminhos.

Para lidar com abundância, precisamos incluir diversidade.

Vamos ter que experimentar diversos caminhos, explorar, construir juntos e acolher as diferenças.

Pode ser que doa, que seja aparentemente mais difícil ou trabalhoso.

Mas não temos escolha, estamos todos no mesmo barco.

Para problemas complexos, precisamos de diversas e inúmeras soluções, com mais interação, cuidado e criação do que exclusão.

Mais possibilidades, menos certezas e mais chances de caminhos que cuidam de todos.