Guerrear nos leva a extinção. Cuidar nos leva a evolução.

Um paradigma de êxito e acúmulo definiu uma ética guerreira. Que nos levou ao poder sobre outros, dominação, competição, propriedade, status, exclusão, luta, terrorismo, ameaça de extinção.

Um paradigma de cuidado e distribuição define uma ética de acolhimento. Que pode nos levar a conexão com outros, aceitação, colaboração, altruísmo, autoconhecimento, inclusão, diversão, paz, esperança de evolução.

Quando jogamos o jogo da vida como se só pudéssemos ganhar ou perder, legitimamos a ética guerreira. Consequentemente, alimentamos a luta e a morte. Cuidamos do nosso umbigo em detrimento do umbigo do outro. Assim, nossa extinção fica mais próxima. A nossa e a do outro.

Quando entendemos a dinâmica sistêmica da vida como se só pudéssemos ganhar ou ganhar, legitimamos o paradigma do cuidado. Consequentemente, preservamos a vida e a colaboração. Cuidamos do nosso umbigo e permitimos que o outro cuide do seu. Assim, nossa evolução fica mais próxima. A nossa e a do outro.

É uma escolha possível saltar de uma vida competitiva para uma vida colaborativa. Quando não aceitamos guerrear, somos mais livres e autônomos.

Bernardo Toro e o paradigma do cuidado.