O que fazemos não é pra todo mundo, agora

"Deveria dizer que todos os textos são incríveis e conversam muito com quem sou hoje, provavelmente há dois anos eu não leria tudo com tanta emoção e passaria reto. Por isso, sigo acreditando nas conexões da vida, troca de energia e o momento certo para encontrar pessoas e situações. 

Deveria dizer para você continuar com seu trabalho para tocar pessoas diferentes, eu estou aqui hoje, amanhã estarão tantos outros procurando pelo mesmo que nós." - Paula Viecelli

A Paula me mandou um email muito querido que me deixou feliz. E também me lembrou de algo muito importante.

O que fazemos não é pra todo mundo, agora. As pessoas mudam, e mudam também seus interesses. O que as toca hoje não as tocou um dia. Todo dia tem gente assinando minha newsletter. Depois de cada envio, tem alguém saindo dela.

Interesse e desinteresse não é algo bom ou ruim. É o que acontece de mais genuíno no momento. Estamos em constante transformação e percebemos as coisas de maneiras diferentes. Está tudo bem se recebemos centenas de likes. Da mesma forma, está tudo bem se ninguém curtir. Teremos outras oportunidades de encontros e desencontros, se nos mantivermos abertos. As mesmas pessoas têm percepções diferentes em determinados momentos da vida.

Por isso, reforço, nosso trabalho não precisa ser "bom". Qualidade é muito relativa. Basta ao nosso trabalho ser pulsante e adequado pra alguém, hoje. Basta servir pra uma micro parcela de pessoas entre as 7 bilhões que existem no mundo. É muito provável que nossa arte agrade às pessoas. Só precisamos encontrar quem são elas, neste momento. Depois, elas já mudaram.