Trabalhar horas demais não significa fazer um bom trabalho

“Você não precisa de mais horas. Você precisa de horas melhores.” - Jason Fried & David Hansson

Era novo e trabalhava excessivamente. Dez, doze horas por dia. Madrugadas em claro. Fins de semana comprometidos.

Me achava por isso. O herói. Como era estúpido.

Trabalhar horas demais não significa fazer um bom trabalho. Hoje, acredito que é o contrário.

Muitas horas comprometidas significa que estou fazendo um mau trabalho. Improdutivo, ineficiente, desnecessário.

Não acredito que produtividade seja sobre fazer mais rápido, nem fazer mais, mas fazer de forma mais inteligente mesmo. Menos esforço, mais simplicidade, mais leveza e melhores resultados. É sobre “cada enxadada uma minhoca”. Não é sobre “cavar a própria cova com pote de Danoninho”.

Logo que saí do emprego e comecei um projeto próprio, virava noites, comia mal e trabalhava entusiasmado. Pensava: “já fiz muito mais por muito menos, vou até o talo nisso”. Era visceral. Mas era burro. Depois de um mês nesse ritmo fiquei doente por uma semana. De cama. O que adiantou? Nada.

Hoje, estou buscando:

  • Fazer o que é possível, não ideal.
  • Tomar decisões e avançar.
  • Evitar reuniões que poderiam ser emails.
  • Entregar valor e aprender com isso.
  • Evitar interrupções a todo custo.
  • Saber por que a tarefa que estou fazendo está sendo feita.
  • Me envolver com as tarefas que eu acredito que farão meu dia melhor.
  • Dizer não pro que não me empolga genuinamente.
  • Preservar tempo livre, sono, tempo de qualidade com as pessoas e boa comida mais do que tarefas.

Alcancei níveis mágicos de organização, foco e disciplina? Não. Me perco direto. Mas, pelo menos, é muito raro adoecer por conta de trabalho excessivo.