Está tudo mudando. E está tudo bem.

"A tão anunciada grande mudança do mundo está a pleno vapor. Mas sua visibilidade requer uma atenção mais sutil ao que acontece à nossa volta, pois não são mudanças óbvias e evidentes, mas sutis transformações nos padrões e valores que começam a ser manifestados em todo o planeta, nas suas mais diferentes esferas." - Monika Von Koss.

Já acreditei que uma onda de colaboração ia salvar este mundo.

Já deixei de acreditar que o mundo precisa ser salvo.

Já achei que o afeto ia derrubar cada isolamento.

Que a liberdade ia vencer o medo.

Que a abundância ia se mostrar mais verdadeira que a escassez.

E que o amor e o poder iam se enamorar.

Mas aí veio a onda conservadora, autoritária e belicosa em diversos cantos do planeta.

E eu cheguei a achar que não ia dar tempo, não ia dar pé, que entramos de vez no jogo ganha-perde em que, no final, todos perdem.

Mas não demora e mais uma vez o paradigma velho, que está em derrocada, mostra por quê está nessa situação.

O modelo de isolamento, codependente, autoritário, arbitrário, centralizado, linear, cartesiano, baseado em acúmulo e poder dá seus últimos golpes da maneira que consegue.

Os esforços para a manutenção do status quo se mostram cada vez mais toscos e frágeis. 

Se a gente prestar atenção, vê como chega a ser ridículo, ineficiente e ingênuo.

São os gritos de desespero de quem perde poder e relevância.

Podem ganhar uma batalha aqui, uma eleição ali, um absurdo acolá, mas dura pouco, pouquíssimo. É só pra mostrar que não dá mais mesmo. 

Quanto mais tentam se salvar pelas estratégias desintegradoras mais se desintegram.

Há bilhões de micro-revoluções em curso. Elas não são mensuráveis, nem perceptíveis com métricas velhas.

Uma métrica velha é acreditar que revoluções  precisam de gritaria. Pode até ser. Mas é só a cartada final.

Antes disso, elas são sutis, silenciosas, dispersas, diversas. Vão ganhando corpo pouco a pouco e, quando vai ver, já foi.

As mudanças que desejamos precisam de atenção, cuidado, resiliência, afeto e inclusão.

Elas não são escolhas, estão acontecendo de qualquer forma. 

Está tudo mudando. E está tudo bem. 

Não é uma questão de querer.

Mas de se dispôr a estar conectado com os movimentos da sociedade que amadurece, evolui e se integra. 

Ou tentar resistir, e sofrer em vão.