Faça a arte que você quer ver no mundo

Dê sua opinião. Me conta o que você pensa. O que mexe contigo. Faça teu barulho.

Espalha o que há de mais importante no que você está aprendendo.

Sua visão crítica, sua dor, sua proposta, seu jeito único de ver o mundo é importante demais.

Nunca foi tão fácil entregar um pedacinho das nossas angústias, erros, reflexões e fragilidades.

Mas você, que pensa demais, acha que não vão gostar. Que podia ser melhor. Que não é bom o suficiente. Que é uma bobagem.

E não publica, não compartilha. Deixa escondido. Deixa pra depois. Deixa pra lá.

Quem está ignorante pensa diferente.

Quem não se importa com o outro, o ignora e, por isso, publica, vomita no G1, xinga no twitter, encaminha meme do candidato mais ignorante ainda.

Todos nós, que apanhamos da Internet que não queremos, começamos a acreditar que o mundo assim mesmo, cheio de gente estúpida, intolerante e sem empatia.

Mas não.

Todos nós temos algo a contribuir. Todos nós podemos dar menos ouvidos aos nossos medos e, generosamente, produzir beleza, conexão e arte através da nossa opinião.

Se você é do vídeo, faz o canal no YouTube que você gostaria que existisse.

Se é do texto, escreva o livro que você quer ler.

Se é da dança, expresse através do corpo o que você acredita.

Usa teu Instagram pra dar aos teus seguidores mais esperança.

Ajuda o Facebook a te conectar com quem tem algo pra te ensinar.

Rebata no Whatsapp através da mensagem que cria pontes e nos aproxima.

Faz agora, comece pequeno, amplie na medida em que ganha confiança.

Mas não pare, a gente precisa de ritmo e de bons exemplos.

E você ainda terá a chance de se cercar de possibilidades ainda mais ricas e surpeendente.

O mundo precisa da sua generosidade. E você é quem mais vai ganhar com isso.