Poder

O “mercado” e a “democacria” são muito frágeis. Porque são suscetíveis ao poder.

E este, o poder, é um prato cheio e suculento para os sociopatas, os insensíveis e os opressores.

O sistema político, do jeito que desenhamos, é um jogo do tipo ganha-perde. É sobre vencer, derrotar, diminuir o outro, quando deveria ser um jogo para todos ganharem. É o campo preferido de quem vê o mundo como uma batalha entre nós e eles.

O mercado financeiro não escolhe para onde o dinheiro vai considerando o que é melhor para todos. A grana flui em direção à potencialização dos lucros, custe o que custar. Viver nesse mundo e dormir com a consciência tranquila não é para os sensíveis.

As grandes corporações. Elas só existem e se mantém porque tem muita gente que não se importa com as externalidades, as consequências de, por exemplo, tirar carbono que há milhares de anos dorme no fundo do mar para queimar e transformar em gás carbônico na atmosfera.

As estruturas hierárquicas, baseadas em poder, favorecem quem se interessa por poder. Quão mais capaz de passar por cima de tudo e todos, mais capaz se é de galgar posições nessas estruturas.

Essas entidades que criamos, como o “mercado”, parecem ter poder demais. E têm, porque interferem diretamente na vida de todos nós, ocupam o noticiário, nos dão dor de cabeça e medo.

Nos cabe criar estruturas mais autônomas, livres e inclusivas possíveis. Cabe a nós distribuir poder.

Comprar do pequeno, alimentar redes de apoio, fazer escolhas para além do óbvio, abrir mão de privilégios e não dar mais poder aos que são capazes de fazer qualquer coisa por ele.