As ideias de James Lovelock para a humanidade se salvar

James Lovelock tem 100 anos. É o cientista que criou a ideia de Gaia, a percepção da Terra como um sistema único e complexo que se auto-regula, como um ser vivo.

Ele tem algumas ideia radicais pra humanidade sobreviver ao antropoceno, a ação humana sobre Gaia que nos coloca em risco. Se fazem sentido, ou se um dia se tornarão realidade, um pouco de tempo vai nos dizer.

Ir pras mega-cidades.

Elas são ambientes mais fáceis de controlar, manter eficiente, seguras. Espaços mais concentrados têm mais chances de ter as composições da atmosfera e do solo reguladas. As terras que serão inabitáveis por conta das mudanças climáticas devem ser abandonadas antes de precisarmos de migrações em massa.

Usar energia nuclear.

Esta é uma ideia que a Fundação Bill & Melinda Gates também acredita. A gente precisa deixar de queimar combustíveis fósseis se quisermos parar de danificar o planeta. E, por mais que as tragédias de Chernobyl e Fukushima nos assustem, a energia nuclear é a que tem menor impacto e risco, inclusive se compararmos com energias renováveis.

Controlar artificialmente a temperatura da Terra.

Nossos esforços para diminuir as emissões de carbono provavelmente não serão suficientes. Lovelock sugere uma ideia que parece maluca hoje, tanto quanto a ideia de satélites artificiais há uns 100 anos atrás. Uma tela que, em órbita, protege a Terra do aqeucimento a mais que nós mesmos estamos provocando.

Deixar a inteligência artificial tomar conta.

Estamos testemunhando a emergência de uma nova era, em que conviveremos com seres artificialmente muito mais inteligentes que nós. Eles serão, de longe, mais capazes do que somos de lidar com as mudanças climáticas. E devem fazer um trabalho muito melhor e mais inteligente que nós.