Honrar o passado é o primeiro passo para criar o futuro

Para seguir com segurança, é preciso beber da sabedoria dos que vieram antes de nós.

Mas para desfrutar da liberdade, é importante sair do ninho e voar por si próprio.

Ambos os movimentos exigem maturidade. A honra de quem reconhece os que já foram. E a coragem de dar um passo pra frente responsavelmente.

Tradição e inovação são faces da mesma moeda. Um alimenta o outro.

Só é possível inovar porque há tradição, aquele comportamento esperado, comum pra todo mundo, que precisa ser quebrado.

Só há tradição porque inovar de verdade é dolorido, e a gente precisa de alguma previsibilidade para nos mantermos sãos.

Diante de dualidades, a gente acaba se vendo entre se agarrar ao passado que foi melhor ou quebrar com tudo e construir um novo futuro.

Mas esta não é uma escolha entre um caminho ou outro. É sobre um e outro.

Para criar nossos futuros é fundamental honrar o passado.

Honrar, não se prender. Agradecer, reconhecer, celebrar.

E, então, seguir em frente.

Honramos quem veio antes de nós, nossos pais, mestres, chefes, treinadores, ídolos.

Mas, em algum momento, precisamos traí-los.

Não no sentido ingrato. Trair, aqui, é sobre evoluir, não seguir à risca o esperado. É sobre dar nosso tempero único, nossa contribuição mais íntima pro fluxo da vida.

Porque a vida anda quando a gente deixa de se prender pelo que sempre foi. E começa a viver nossa história, criar nossos casos e deixar a nossa marca, sem lutar contra o passado.