Lidando com a iminência do nosso fim

Escolhi encarar e aceitar o caos e a iminência do nosso fim.

Não com uma esperança arrogante.

Nem com um pessimismo triste.

Estou entendendo que, bem, é isso aí, amigues.

Calhamos de nascer no começo do fim perceptível e escancarado. Ou nas primeiras gerações conscientes de que estamos nos autodestruindo.

Mudanças significativas precisam acontecer no modo que vivemos, no impacto que geramos, na economia, nas relações e, principalmente, na nossa cosmovisão.

Quem sabe, assim, teremos uma pequena chance de minimamente revertermos nosso cenário.

Algumas mudanças acontecerão, outras não.

Isso não depende de mim, ainda que faça o máximo que puder por isso.

Morrerei daqui 80, 50, 20, 5 anos, não sei. Qualquer coisa que eu faça, por menor ou mais grandioso que seja, será irrisório pro planeta.

Porém, será a coisa mais importante da minha vida.

Então, farei o máximo, com alegria, para viver bem, ser amável e deixar uma boa contribuição.

E que a gente possa curtir com amor nossas últimas dezenas, centenas, milhares ou milhões de anos na Terra.